Um pai encharcou sua filha com gasolina e a incendiou, durante um ataque de raiva, porque ela era "muito bonita". A menina, que tinha três anos na época, sofreu "#queimaduras graves e ficou em risco de vida". Cerca de 13% de seu corpo ficou queimado e ela ficou com cicatrizes permanentes após o ataque. O pai, Edward John Herbert, está agora sendo julgado no tribunal de Perth, na Austrália.

A irmã mais velha da menina, com sete anos, também estava mergulhada em gasolina, mas ela não foi incendiada. O pai das meninas admitiu que pretendia matá-las, mas se declarou inocente de cinco acusações, alegando perturbações mentais no momento em que fez isso.

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De acordo com o tribunal, antes do incidente, o homem teria passado o dia fumando maconha e bebendo.

Amanda Forrester, advogada de acusação, contou como esse pai tentou perseguir sua parceira com uma faca, ameaçando explodir com a casa. A mulher teria tentado acalmá-lo, mas ele se mostrava de cabeça perdida e muito violento. Foi na frente da companheira que ele derramou gasolina sobre a menina que foi incendiada e sobre a menina mais velha, que tem autismo e necessidades especiais.

Um oficial de polícia, que morava na porta ao lado, estava fora de serviço quando ouviu gritos e correu para ajudar, cobrindo a garota mais pequena com um cobertor para apagar as chamas, conseguindo evitar males maiores. O vizinho Daniel McMillan disse ao tribunal que entrou em casa e encontrou Herbert passeando na cozinha e bebendo uma cerveja.

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McMillan disse que perguntou a Herbert o que ele havia feito, e ele respondeu que tinha incendiado a filha mais nova porque ela era "muito bonita". Herbert havia dito ainda que "elas eram suas filhas" e ele poderia fazer o que quisesse.

McMillan disse que Herbert lhe atirou garrafas e o atacou com uma faca, mas ele conseguiu desarmá-lo e acertá-lo na cabeça com um extintor de incêndio.

No tribunal, ficou declarado que Herbert era um consumidor de cannabis e que bebia, e que ele estava ficando com raiva "o tempo todo". Sua companheira disse, em tribunal, que "ele parecia paranóico e irritado" e que havia falado em lobisomens antes de incendiar a sua filha. "O rosto da menina era vermelho e castanho escuro com o cabelo curto e chamuscado. Ela me olhou como se estivesse em estado de choque", contou a mulher.

O julgamento vai continuar. #Crime