O pai de uma adolescente norte-americana resolveu compartilhar as fotos de sua filha deitada numa cama de hospital, apenas alguns minutos antes de morrer, numa tentativa de chamar a atenção das pessoas para o bullying online. Adrian Derbyshire na verdade queria comemorar o 18° aniversário de Julia, mas, em vez disso, teve que acabar colocando flores no seu túmulo. Completamente desolado, ele disse que sua filha apenas queria “ser amada e ser aceita”.

Falando no programa Today, da BBC Rádio 4, ele disse que a campanha de intimidação contra sua filha começou depois que a menina, quando tinha 13 anos de idade e vivia no estado de Missouri, nos Estados Unidos, contou a uma amiga de escola sobre a sua sexualidade.

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Essa pessoa espalhou a história pela escola inteira e as agressões começaram.

Julia foi abusada psicologicamente nas #Redes Sociais, regressando nos últimos dois anos para o Reino Unido para viver com o pai. A menina havia nascido no Reino Unido, tendo se mudado com a mãe para os Estados Unidos aos 4 anos de idade.

Porém, nas redes sociais, as agressões continuavam. Segundo o pai, a filha passou a enfrentar problemas emocionais por conta do #bullying online, mas a menina mesmo assim regressou aos fóruns que participava para tentar mudar sua imagem e se mostrar “melhor” aos olhos dessas pessoas. Esse processo foi todo muito desgastante.

O pai de Julia, que ficou paraplégico depois que sofreu uma hemorragia cerebral em 2008, ficando confinado a uma cadeira de rodas, tratou de incorporar sua filha na sua campanha “Inspire Belief Succeed”, que trabalha com crianças para incentivá-las a praticar esportes.

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Mas Adrian não sabia que sua filha estava frequentando grupos de web que promovem suicídio adolescente com uma identidade falsa.

#SASSY”, que era como o pai lhe chamava, morreu em dezembro de 2015, cinco dias depois de ter tentado tirar a própria vida numa tentativa de enforcamento. O pai, que tem 42 anos, encontrou a filha desfalecida em sua casa, em Warrington, Cheshire, Reino Unido, levando-a imediatamente para o hospital, até que teve que tomar a agonizante decisão de mandar desligar as máquinas que mantinham Julia vivendo artificialmente.

Nesses últimos dois anos, Adrian já conversou com mais de 200 mil crianças para tentar alertar-lhes para as consequências que esse tipo de prática pode ocasionar. Nesse tempo todo, o pai de Julia não conseguiu olhar para as fotografias quer fez da filha na cama do hospital pouco antes de morrer.

Mas decidiu compartilhá-las agora, quando a menina iria completar 18 anos de vida, alcançando a maioridade, numa tentativa de incrementar a campanha online contra o bullying que ele passou a empreender em honra de Julia.

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Segundo ele, a resposta tem sido muito gratificante, pois ele tem recebido centenas de mensagens de famílias que perderam seus filhos adolescentes.

Depois que perdeu a filha para o bullying online, Adrian Derbyshire usa a conta @TheJDCampaign no Twitter e usa as hashtags #SASSY e #InspireBelieveSucced para conscientizar os jovens para esse terrível problema.