Desde 2014, quando o voo #mh370 da Malaysia Airlines desapareceu dos radares no meio do caminho entre Kuala Lampur, na Malásia, e Pequim, na China, parentes dos passageiros da aeronave, que levava 239 pessoas, esperam uma resposta das autoridades.

Em janeiro, todos foram pegos de surpresa com o anúncio dos governos da Malásia, Austrália e China, de que as buscas seriam suspensas. As autoridades, no entanto, consideram retomar o trabalho caso apareça alguma nova evidência que possa levar à conclusão investigações.

Campanha

Dispostos a levar em frente os esforços para descobrir o que aconteceu, as famílias dos passageiros do voo lançaram uma campanha para financiar uma busca privada e assim encontrar novidades que possam levar as autoridades a entrar novamente no caso.

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Durante evento de homenagem aos passageiros neste sábado (5) na Malásia, Grace Nathan, advogado malaio cuja mãe estava no voo, disse a diversos veículos de imprensa que a expectativa da campanha é arrecadar 15 milhões de dólares (cerca de R$ 46 milhões) para financiar a retomada das buscas.

Em breve será divulgado um site onde será possível doar para a campanha.

Novas buscas

No ano passado, a associação das famílias dos passageiros, Voice 370, conseguiu apoio de especialistas em investigação de acidentes aéreos durante buscas na costa leste africana, onde foram encontrados detritos que seriam da aeronave. A associação espera com o dinheiro arrecadado retomar as buscas nesta mesma região.

O governo da Malásia informou que 27 detritos encontrados foram analisados, mas não se chegou a uma conclusão se pertenciam ou não à aeronave desaparecida.

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As autoridades também declararam que fizeram acordos de cooperação com países ao longo da área em que a aeronave poderia ter caído.

O mistério

O voo MH370, da Malaysia Airlines, desapareceu no dia 8 de março de 2014. Estavam à bordo 239 pessoas, de 15 nacionalidades. A aeronave, um Boeing 777, considerado um dos mais seguros do mundo, decolou de Kuala Lampur, capital da Malásia, com destino à Pequim, na China. O último contato com o controle de tráfego aconteceu menos de 1 hora após a decolagem. Depois disso o avião desapareceu do mapa.

O esforço multinacional de investigação foi um dos maiores da história, envolvendo entre outros Austrália, China e Malásia. Alguns destroços que seriam da aeronave foram encontrados na costa leste africana e até na África do Sul, mas até hoje não houve comprovação de que as partes encontradas sejam mesmo da aeronave desaparecido.

O caso, considerado até hoje o maior mistério da aviação, suscitou diversas teorias, muitas ganharam notoriedade na internet. #mistério #Acidente aéreo