As últimas #Eleições realizadas na quarta-feira (15) na Holanda mostraram que, às vezes, o improvável e o imponderável se unem para participar do resultado final.

Isso se deve ao atual premiê, Mark Rutte, que venceu as eleições partidárias, revertendo todos os prognósticos de favoritismo dados pelas pesquisas. Estas, por sua vez, apontavam margem relativamente folgada ao candidato de extrema direita Geert Wilders.

Com a tendência mundial observada em que governos conservadores e de orientação populista em ascendência (verificada nos Estados Unidos e na #Europa), a eleição holandesa é considerada um oásis no meio do deserto.

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O comparecimento dos holandeses às urnas foi significativo, sendo o maior desde 1986, atingindo o nível de quase 78% . Segundo a apuração, o partido de Mark Rutte ficou com 33 cadeiras, enquanto o “Trump holandês” , apelido de Wilders adquirido durante a campanha, ficou com 20 assentos no Parlamento Nacional. O número total dessa casa é de 150 representantes.

O resultado das urnas é um verdadeiro alívio para a Europa e quem mais obteve essa sensação foi a chanceler alemã, Angela Merkel. Ela chegou a telefonar para Mark Rutte dando-lhe os parabéns pela vitória.

Rutte e Wilders não são apenas oponentes na disputa eleitoral, mas também nas ideias preconizadas pelos seus respectivos partidos: o premiê é mais flexível na questão migratória e defende a permanência dos Países-Baixos na União Europeia.

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Ele tem a proposta do uso de véu em espaços públicos. Já o “Trump laranja” tem uma palavra que o resume: anti. Não é a favor da permanência na União Europeia e quer proibir a entrada de imigrantes e refugiados muçulmanos. Considera que o Alcorão deve ser proibido.

Repercussão e implicações

O comportamento das eleições na Holanda serviu como uma amostra do que pode se esperar nas eleições marcadas para o mês que vem na França e, em setembro, na Alemanha. Todos os países mencionados possuem partidos com discurso simpático ao populismo conservador. Dentro do território das duas principais forças da União Europeia, os eleitorados francês e alemão têm a opção de votar nesses partidos que convergem para a ideia de extinguir ou abandonar a UE.

Geert Wilders vê que as cadeiras conquistadas no Parlamento é um sinal de apoio a esse tipo de ideia. Embora conte vantagem, a configuração do Parlamento holandês é bem diversificada. Será preciso fazer coalizões e alianças. O processo para se atingir isso é a famosa negociação, que se estende por meses.

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Existe o aceno de que os outros partidos holandeses não têm a menor intenção de engordar as 20 cadeiras do partido de Wilders.

Claramente, detecta-se que o problema da imigração é algo preocupante para a população da Holanda e não deve ser descartado na formação dessas alianças. Eleitores entrevistados mostraram desconfiança e incômodo quanto à recusa de os imigrantes não ocidentais em se adequar à cultura do país.

Segundo estimativas de 2016, 89 mil pessoas desembarcaram na Holanda para fazer a vida. Com 17 milhões de habitantes, a Holanda sempre foi conhecida por ser um país liberal e à frente de seu tempo.

A condução do processo eleitoral, desde a etapa de debates até a apuração, passando pelas pesquisas, revela que, apesar dessas qualidades, seu povo se sente um tanto deslocado em meio a tantas mudanças rápidas que ocorrem no mundo. #Política