A Suécia está reativando milhares de bunkers da Guerra Fria em todo o país, devido aos temores de um confronto militar com a Rússia.

Os abrigos na Ilha Báltica de Gotland foram reativados depois de o local ter sido identificado como um alvo provável para uma invasão russa. A ilha, a mais populosa da Suécia, fora um local de treinamento militar em tempos de #Guerra Fria.

À luz da "situação especial", as inspeções de centenas de abrigos subterrâneos em Gotland serão reforçadas, de acordo com a Rádio Sueca.

A Suécia gastou US $ 9 bilhões durante a Guerra Fria para construir bunkers nucleares suficientes para abrigar 80% de seu povo, embora muitos tenham caído em desuso enquanto a população do país cresceu para mais de um milhão nas últimas duas décadas.

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O diretor da MSB, Svante Werger, pediu que as instalações de defesa, que estavam em uso até o início dos anos 90, fossem reativadas para atender às "diretrizes de defesa atualizadas", relata o site Sputnik.

No início deste mês, a Suécia anunciou que iria reintroduzir o serviço militar obrigatório a partir de 2018, oito anos após sua abolição.

A nova política afetará todos os suecos nascidos depois de 1999, e está sendo utilizada para enfrentar a escassez de "quantidade" e "qualidade" de soldados.

Em dezembro, a Agência Sueca de Contingências Civis (MSB) instou os municípios do país a prepararem-se para a deslocação, ordenando que os chefes de segurança fossem "melhor equipados para enfrentar a ameaça de guerra e outras situações de crise".

Os preparativos para se proteger contra um ataque armado de um "oponente qualificado", ou seja, a Rússia, foram reforçados nos últimos meses, embora os funcionários se queixaram de que não havia um plano claro sobre como fornecer vacinas, máscaras de gás ou combustível em caso de crise.

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A Rússia tem-se demonstrado um país instável, tornando difícil prever um ataque ou uma reação militar. Assim, alguns países europeus vem se preparando para um possível conflito armado. Há quem diga que a Guerra Fria não acabou. #Russia #Vladimir Putin