Em 2014, uma rota de livre circulação, utilizada por militantes do #Terrorismo islâmico, fora descoberta pelo diretor do Escritório Nacional de Combate ao Crime Organizado e Financiamento ao Terrorismo da Venezuela, Gyoris Guzman.

A denúncia de Guzman, hoje asilado político na Espanha, foi totalmente ignorada pelo Ministério do Interior venezuelano, atualmente, dirigido pela ministra Carmen Melendez, que negou todos os fatos revelados pela investigação do ex-diretor.

“Todas as medidas tomadas pela ministra estavam intimamente ligadas com o alto-comando político do governo venezuelano, que desde essa data, o atual vice-presidente do país, Tarek el Aissami, já teria ingerência nas principais decisões políticas de atuação contra grupos militantes muçulmanos”, disse Guzman.

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De acordo com as investigações feitas pela equipe do ex-diretor, exposta em 2014, no Fórum de Segurança do Mercosul, havia cerca de 40 pessoas ligadas ao terrorismo islâmico que, em inúmeras viagens, circularam ilegalmente pela Venezuela e o Brasil.

A rota funcionava da seguinte maneira: os terroristas chegavam no Brasil pelos aeroportos internacionais de São Paulo e Rio de Janeiro, depois pegavam voos para Manaus, no estado do Amazonas, e, em seguida, iam até a cidade de Santa Elena de Uairén, na fronteira entre Brasil e Venezuela; então, com a ajuda do governo venezuelano, cruzavam o país até Cúcuta, na Colômbia. O relatório da investigação revelou que alguns eram presos na Venezuela, mas a maioria chegava até o seu destino. Metade dos detidos eram somalis, mas também havia pessoas de Bangladesh, Etiópia e Quênia.

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Apesar dos relatos parecerem chocantes, os acordos secretos entre os comunistas venezuelanos e o Hezbollah, que visavam acolher terroristas xiitas de origem libanesa, já haviam sido investigados.

Vice-presidente da Venezuela e a venda de passaportes

Numa investigação realizada pela CNN, revelada em fevereiro de 2017, o vice-presidente da Venezuela, Tareck El Aissami, estaria ligado à venda de 173 passaportes emitidos para pessoas oriundas do Oriente Médio, incluindo terroristas do Hezbollah que, apesar de terem nascido no Iraque, ganharam uma identidade alternativa, incluindo nomes latino-americanos.

Segundo o relato, as pessoas vinham de países como o Iraque, a Síria, Palestina e o Paquistão. Um passaporte custaria entre 5 mil e 15 mil dólares.

O investigador, López Soto, tentou falar com o embaixador venezuelano, mas, segundo ele, foi ameaçado. #Mundo