Muitos internautas têm postado em suas páginas frases indignadas contra o que seria a "abertura" dos perfis, que supostamente alteraria a política de privacidade das publicações, tornando-as públicas, ainda que o usuário tenha optado por limitar o acesso do público em geral.

Como tantos outros, o boato se espalhou pela rede social e, sem conferir, muita gente já "pagou o mico" de colocar lá seu recadinho. A maioria diz: "Eu não autorizo o #Facebook a mexer na minha #privacidade sem minha autorização".

Pois todos podem ficar tranquilos. O que causou tamanho alvoroço foi uma determinação da rede social que visa exatamente o contrário: proteger seus usuários.

Na última segunda-feira (13), o Facebook anunciou a proibição dos desenvolvedores usarem dados dos usuários para fins de vigilância. Para elaborar as modificações, que valem também para o Instagram, a rede social se reuniu com grupos que atuam na proteção das liberdades civis.

O comunicado divulgado pelo site diz: "Estamos empenhados em construir uma comunidade onde as pessoas possam se sentir seguras fazendo suas vozes serem ouvidas. Nossa abordagem envolve tomar decisões cuidadosas todos os dias sobre como usamos e protegemos os dados no Facebook".

O motivo da preocupação, ou o que impulsionou as mudanças, pode ter relação com uma investigação feita em outubro de 2016 pela organização de defesa dos direitos civis dos Estados Unidos (ACLU), que chegou à conclusão preocupante de que o Facebook teria contribuído com a polícia no monitoramento de manifestantes durante alguns protestos. Na ocasião, além do Facebook e do Instagram, também o Twitter teria permitido a acesso a dados para a Geofeedia, que desenvolveu uma espécie de monitoramento das #Redes Sociais, que teria sido vendido às forças de segurança para "supervisionar" manifestantes e ativistas.

Coincidência ou não, a divulgação da mudança na política de privacidade das redes sociais Facebook e Instagram foi feita poucos dias depois que o site WikiLeaks comprovou que a Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) usou ferramentas para vigiar e se infiltrar remotamente em vários gadgets.