O sírio Abdul-Hamid Alyousef (nome também grafado como Abdel Hameed Alyousef), de 29 anos, foi retratado por agências de notícias de todo o mundo segurando os corpos de seus filhos gêmeos de nove meses, Ahmed e Aiya (menino e menina), que foram mortos após o ataque químico ocorrido na Síria nesta terça-feira (4). Não bastasse o sofrimento por perder as crianças, Alyousef teve que dizer adeus a um total de 22 parentes, incluindo sua esposa, dois irmãos e sobrinhos.

Os gêmeos faleceram depois que a cidade onde residiam, Khan Sheikhoun, foi bombardeada por aviões de #Guerra que transportavam o que se acredita ser gás sarin, um agente tóxico que ataca o sistema nervoso.

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Cenas de dor

Alyousef, comerciante e integrante de uma família que forma um dos maiores clãs da cidade atingida, quis que seus filhos fossem fotografados para que o mundo testemunhasse o horror causado pelo #Ataque químico, que se acredita ter sido levado a cabo por forças militares que apoiam o regime de Bashar al-Assad. Entretanto, o governo local e os seus aliados – entre os quais está a Rússia – negaram a autoria do massacre, atribuindo a culpa a rebeldes sírios.

Segundo a Fox News, Aya Fadl, professora de inglês de 25 anos que também faz parte da família de Alyousef, afirmou à agência Associated Press que fugiu de casa com seu filho de um ano e oito meses para escapar do gás tóxico, mas acabou presenciando uma terrível cena: ela avistou um caminhão onde os corpos de várias pessoas estavam sendo empilhados, alguns dos quais eram seus alunos e parentes.

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Arsenal químico

Apesar de o governo sírio negar categoricamente ter sido o autor do ataque, vários países do ocidente – incluindo Estados Unidos, Reino Unido e Austrália – acusam o regime de Assad pela investida, que foi muito semelhante a outra ocorrida em 2013 em Damasco, quando partes da capital síria controladas por rebeldes foram atingidas por mísseis transportando gás sarin, o que resultou na morte de cerca de 1.300 pessoas.

Naquela época, houve uma condenação internacional contra a investida, e foi feito um acordo encabeçado pela Rússia no qual Assad declarou que seu arsenal de armas químicas havia sido destruído. Entretanto, apenas um ano após a conciliação, vários ataques nos quais foi usado gás de cloro foram perpetrados por forças que apoiam o atual governante. #Guerra Civil