Elizabeth Hart-Browne, de 27 anos, foi inocentada da morte do namorado Stephen Rayner. A sentença do crime foi dada quinta-feira (27) por um tribunal de Londres, na Inglaterra, e a jovem não conseguiu se segurar e começou chorando, quando ouviu que estava livre de qualquer pena.

Mãe de duas crianças, Elizabeth apunhalou Stephen três vezes com uma faca de cozinha, depois de ter ficado bebendo, em uma festa. No entanto, ela conseguiu provar que o matou para se defender de um relacionamento violento, e o tribunal inocentou-a.

O caso é naturalmente polêmico, uma vez que uma morte não terá condenação. Porém, o incidente é bem particular e, depois de seis semanas de julgamento, o tribunal ouviu como esta mulher "temia por sua vida" depois que ele mordeu o seu rosto e tentou afogá-la no banho.

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Em setembro passado, após uma noite de bebida, Elizabeth enfiou uma faca no pescoço do namorado, a poucos metros do quarto onde seus filhos dormiam. Em seguida, ela cambaleou sobre a poça de sangue, antes de a polícia chegar e confessar tudo: "Acabei de matar o homem que amo".

De acordo com os promotores do caso, no tribunal, ela não conseguia controlar suas emoções em relação a Rayner e foi impulsionada por "ciúme paranoico", alimentado por ele falar com outras mulheres e ter uma conta no Tinder, um site de encontros.

Antes desta noite fatídica, ela já teria esfaqueado o namorado outras duas vezes anteriormente, mas o tribunal acabou por absolvê-la do crime de assassinato. O tribunal entendeu que a violência se tornou normal na relação tóxica do casal durante o relacionamento de seis anos.

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Foram relatados vários episódios de violência excessiva entre os dois, que terminaria na morte de Rayner.

"Amor e ódio, ciúme, miséria, medo e raiva, todos estão lá para ver. Mas eles têm seu lugar como pano de fundo para o evento dessa noite", disse a promotora Rosina Cottage sobre a morte de Stephen. Para a promotora, Elizabeth matou o namorado, não por medo, mas por sentir que ele não se importava, que ele não a amava o suficiente.

"Ele provocou as emoções mais fortes de todas: desespero e fúria. O ato que ela realizou foi deliberado", declarou Rosina, em declarações citadas pelo jornal britânico Daily Mail.

Quando a polícia e a ambulância chegaram na noite do incidente, Rayner já estava morto, enquanto Elizabeth estava chorando, descalça e usando um brinco. Ela disse a um policial que o tinha esfaqueado, acrescentando: "Eu não queria fazer isso, sinto muito.”

Nas redes sociais, o caso também é polêmico e, se algumas pessoas aceitam a decisão, pensando mais até nas crianças, existem outros internautas criticando a dualidade da #Justiça entre homens e mulheres, nos casos de #Violência doméstica. "Trágico, mas eu pergunto o que teria acontecido se fosse ao contrário", comentou um internauta. "Se fosse o homem matando a mulher abusiva, ele seria preso", escreveu outro.

E o leitor, qual a sua opinião? A Justiça inglesa agiu bem? Comente! #Namoro