O jornal britânico “The Guardian” publicou, ontem (28), uma notícia que parece ter passado ao lado da comunicação social de muitos dos países europeus que têm acolhido refugiados. Segundo a notícia publicada, investigadores italianos acreditam que um grande número de terroristas do Estado Islâmico entraram na #Europa fingindo ser soldados Líbios feridos em combate. O “The Guardian” alega que teve acesso a documentos dos serviços secretos de Itália que comprovam que vários membros do ISIS que entraram no país feridos, viajaram para outros países europeus depois de obterem alta nas clínicas e hospitais que os trataram.

O documento dos serviços secretos italianos é chocante.

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Nele está escrito que “Elementos do Estado Islâmico estão envolvidos no tráfico de homens feridos da Líbia e estão usando essa estratégia para viajarem para fora da Líbia com passaportes falsos”. O documento foca na reabilitação de soldados tratados por serviços de saúde de países ocidentais, um processo que,nas palavras dos investigadores, é feito de uma maneira “duvidosa e ambígua”.

Os serviços secretos italianos sugerem também que o Governo da Líbia está pagando involuntariamente as despesas de viagens de terroristas do Estado Islâmico e tudo porque confundem esses homens com soldados legítimos do seu regime.

É importante referir que, para garantir uma entrada mais fácil de soldados feridos nos combates contra o Estado Islâmico, os diplomatas e responsáveis pelo setor de saúde, criaram o “Centro de Suporte aos Líbios Feridos”.

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Esse instituto foi criado com o objetivo de garantir vistos mais rapidamente para que esses homens possam ser tratados na Europa.

No entanto, os serviços de inteligência de Itália acreditam que um número desconhecido de soldados do EI se aproveitou desse mecanismo usando passaportes falsos que foram fornecidos por uma rede criminosa, uma rede da qual fazem parte oficiais corruptos. Essa alegada rede foi descoberta no início de 2016 quando se percebeu que o Estado Islâmico tinha em sua posse 2000 passaportes em branco na cidade de Sirte.

O Governo Francês também já tinha mostrado reservas perante esse sistema que permite os soldados feridos de entrarem sem grandes problemas nos países europeus. As autoridades francesas já divulgaram até que têm conhecimento da capacidade da organização terrorista em conseguir passaportes falsos acreditando que o ISIS desenvolveu uma sofisticada capacidade de fabricar com facilidade 200 passaportes falsos com regularidade.

O The Guardian conseguiu falar com um médico italiano que é mencionado no relatório.

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Ao jornal britânico, o Doutor Rodolfo Bucci confirmou que foi contatado por um homem que foi identificado como pertencendo à rede de tráfico de feridos da Líbia. “Eu foi contatado por alguns homens para coordenar os tratamentos médicos, isso porque sou um especialista nesse tipo de terapias, mas não sei o que aconteceu. Não sei porque o programa de entrada de feridos Líbios parou”.

Essa é uma investigação que promete continuar e ter algumas repercussões em outros países europeus, como por exemplo Portugal.

O que você acha sobre esse relatório? Será que os europeus devem ficar desconfiados com a entrada de #Refugiados em seus países? #Terrorismo