O grupo terrorista #al qaeda retomou suas operações no norte da Síria contra o regime do presidente Bashar al Assad, após a queda de Aleppo, cuja recaptura pelo regime sírio foi um ponto para a virada na guerra civil no país, mas não selou a vitória de Assad. Ao contrário, derrotou os principais rivais ao norte, consolidando forças e retomando operações ofensivas contra as forças pró-Assad em fevereiro e março de 2017.

Assim a Al Qaeda representa cada vez mais uma ameaça ao ocidente à medida que sua força cresce no norte da #síria. Essa disputa entre ela e as forças pró-Assad, que incluem Irã e Rússia, desafia as opções políticas dos EUA na Síria.

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Esta vitória em Aleppo teve aspectos importantes, ganhando o favor com os grupos de oposição em agosto e outubro de 2016, lançando duas ofensivas para quebrar o cerco do regime contrário realizado na cidade, temporariamente sucedido. O esforço da Al Qaeda demonstrou seu valor para a oposição síria e seu compromisso de defender as populações em áreas de oposição. O grupo não testou se era forte o suficiente para impedir Aleppo de cair após não conseguir manter seu cerco quebrado. Assad e seus apoiadores externos usaram táticas para reconquistá-la, explorada pela Al Qaeda para recrutamento. A queda de Aleppo também neutralizou opositores que tinham restringido a influência do grupo no norte da Síria, entretanto a Al Qaeda preservou sua força militar e recursos para operações futuras.

O grupo tomou medidas para avançar seu objetivo e unir todos os movimentos de oposição do norte sob sua liderança Aleppo.

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A Al Qaeda atacou numerosos grupos apoiados pelos EUA em Idlib em janeiro e fevereiro de 2017 e os forçou, além de outros movimentos independentes, a se fundirem sob Ahrar al Sham em janeiro. Antes da fusão seu reafirmou sua ideologia e objetivos com a Al Qaeda. Esta declaração sua não dissolução. A filial formal da Al Qaeda na Síria, Jabhat Fatah al Sham (JFS), absorveu quatro grupos de oposição menores e aliados remarcando-se em Hayyat Tahrir Al-Sham (HTS). A criação da HTS foi uma fusão total das forças militares em uma única força de combate. A Al Qaeda pretende demonstrar como uma fusão completa pode aumentar a eficácia de combate. A HTS lidera uma grande campanha ofensiva para reavivar o esforço da oposição após a queda de Aleppo.

A Al Qaeda ofuscou o sucesso de uma fusão ao nomear um veterano comandante, anteriormente dentro de Ahrar al Sham, nomeado Hashkim Al-Sheikh para comandar a HTS. Ele foi escolhido devido sua reputação como comandante militar e porque os EUA não o listou como um terrorista, priorizando ficar abaixo do limiar da política americana enquanto prossegue com seu programa para transformar a oposição síria no país em uma base global salafista-jihadista.

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Hashjim Al-Sheikh também é visto de forma favorável pela oposição que continua hesitante em se fundir totalmente com a Al Qaeda.

A HTS iniciou um ataque complexo coordenado contra duas instalações militares do regime em Homs. Membros da célula detonaram coletes suicidas fora do Escritório de Inteligência de Estado e das Forças Armadas nos distritos de al-Mahatt e al-Ghouta, em Homs. Este ataque causou baixa em dezenas de soldados, incluindo dois generais de alto escalão. Também estabeleceu condições para abortar operações militares e possivelmente reparar forças do regime pró-Assad na cidade. O objetivo mais provável pela HTS é atacar a cidade de Hama, que tem ressonância simbólica para o movimento judaico salafista, por conta do massacre de 1982, conduzido pelo ex-presidente sírio Hafez Al Assad contra a irmandade muçulmana e seus supostos partidários. O HTS pode alternadamente lançar uma ofensiva contra a fortaleza costeira do regime com finalidade de abalar a confiança do regime e bases militares da Rússia em Latakia e Tarous.

Uma campanha conduzida pelo HTS contra as forças pró-Assad exigiria que Assad e seus apoiadores externos dedicassem recursos à defesa. #Terrorismo