A decisão do presidente dos #Estados Unidos, Donald Trump, de atacar a Síria também foi projetada para intimidar o líder norte-coreano Kim Jong-un, segundo especialistas chineses. A afirmação foi feita ao mesmo tempo em que o G7, que reúne os países mais ricos do mundo, se prepara para discutir sobre o ataque à Síria realizada na semana passada.

Após lançar mísseis Tomahawks conta uma base aérea síria, a Marinha norte-americana deslocou uma frota para o Oeste do Oceano Pacífico, marcando presença perto da Península Coreana. Existe um risco de ataque contra a #Coreia do Norte, podendo desencadear uma carnificina na península.

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Conforme informado pelas autoridades sul-coreanas, havia interesse em um teste nuclear pela Coreia do Norte, que falhou, para assinalar o 105º aniversário do nascimento do fundador Kim Il-Sung, comemorado no sábado (15).

Em um editorial intitulado "Depois do ataque a Síria, a Coreia do Norte será próxima?", o jornal chinês Global Times, controlado pelo governo do país, advertiu que os Estados Unidos agora estão se preparando para tomar "ações semelhantes" contra Pyongyang, que alertou para consequências catastróficas se o fizer.

"Um ataque simbólico contra a Coreia do Norte pelos EUA traria um desastre para as pessoas em Seul [Coreia do Sul]", disse o jornal, alegando que um "ataque de preventivo" contra a Coreia do Norte era agora "altamente possível". Tal ataque "provavelmente se transformaria numa #Guerra sangrenta em larga escala na península", acrescentou o Global Times.

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O jornal ainda aponta a decisão de implantar uma força militar no Pacífico Ocidental, advertindo Pyongyang para não fazer nada que possa agravar ainda mais a situação. "Novos testes nucleares irão ser recebidos com reações sem precedentes da comunidade internacional."

As advertências ocorreram depois do secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, afirmar que a situação na Coreia do Norte "atingiu certo nível de ameaça de que uma ação deve ser tomada".

Ao ser questionado, Tillerson disse à rede norte-americana de mídia ABC: "A mensagem que qualquer nação pode tomar é: 'Se você violar as normas internacionais, se você violar os acordos internacionais, se você não cumprir os compromissos, se você se tornar uma ameaça para os outros, em algum momento uma resposta é possível de ser realizada."

O assessor de segurança nacional de Trump, HR McMaster, disse à rede Fox News que o presidente dos Estados Unidos pediu uma série de opções para "remover" a ameaça que Kim Jong-un representa para o povo americano e seus aliados.

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De acordo com outra rede de mídia norte-americana, a NBC, existe opção de enviar armas nucleares para a Coreia do Sul e retaliar Kim Jong-un e outros membros seniores do governo da Coreia do Norte e seus oficiais militares.

As tensões crescentes na Península Coreana e o conflito na Síria serão a pauta de uma reunião de dois dias dos ministros as Relações Exteriores do G7, em Toscana, na Itália, que começa nesta segunda-feira (17). Os ministros das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão devem usar esta reunião para pressionar Tillerson sobre obter respostas sobre as intenções da Casa Branca em relação ao líder sírio, Bashar al-Assad.

Cheng Xiaohe, um especialista norte-coreano da Universidade Renmin, de Pequim, disse que, ao atingir a Síria, Trump atingiu vários objetivos em um único ataque: ele projeta força, deu um golpe em Assad e pressionou a China, a qual ele acusou de não fazer esforço suficiente para controlar em Pyongyang.

Trump também enviou uma mensagem inconfundível a Kim Jong-un ao atacar a Síria, mostrando que os EUA estão certamente dispostos a usar a força e que a Coréia do Norte deve pensar cuidadosamente ante qualquer ação. "A chance de Trump usar a força na Coreia do Norte aumentou", disse Cheng.