O ataque dos EUA contra uma base ao norte da Síria do regime Assad, em 6 de abril, abre porta para uma reorientação da estratégia americana no Oriente Médio. Esta ação de Trump pode repor os termos do confronto dos #EUA em outros estados hostis, como a Coréia do Norte. O presidente americano pode estar se afastando de um estreitamento sobre o Estado Islâmico como prioridade estratégica na #síria em direção de uma nova abordagem. Não está claro quais medidas adicionais serão tomadas contra o regime Assad, mas sua declaração após o ataque assimila-se a uma política emergente anti-Assad. As respostas das principais potências internacionais e de atores regionais indicam uma percepção que o ataque é uma possível inflexibilidade de uma estratégia e um incidente não isolado.

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Trump tem oportunidade de explorar os efeitos de sua ação limitada e direcionar os objetivos da América.

Atores regionais responderam como se uma reorientação americana mais ampla contra Assad fosse possível. Os atores que são aliados aos EUA na região, como Arábia Saudita e Jordânia, apoiaram o ataque. A Turquia também apoiou a ação e pediu mais ações contra o regime Assad. Essas reações indicam que o ataque criou uma oportunidade para Trump reavivar as relações dos EUA com seus parceiros tradicionais, que começaram a realinhar-se a Rússia ou agir unilateralmente de maneira arriscada, sem liderança americana. Os estados europeus sob pressão russa também apoiaram o ataque, indicando que os EUA ainda podem moldar as políticas europeias em relação a Síria. O presidente Trump pode ter a oportunidade de alavancar o apoio europeu as medidas contrárias a Bashar al Assad, retomando a Europa sobre necessidade de enfrentar a Rússia na Síria.

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Os atores dentro da órbita russo-iraniana, incluindo o Egito e os partidos políticos xiitas do Iraque, demonstram cautela.

O eixo pró-Assad, Irã e Rússia, reagiu de maneiras diferentes mas se complementando. O regime de Assad e o Irã responderam com cautela, porém suas ações indicam uma intenção compartilhada de evitar respostas dos EUA. O regime Assad minimizou o impacto do ataque e retomou operações normalmente. O Irã retratou os EUA como agressor regional, porém não tomou ações militares. A reação inicial do Irã refletiu desejo de não provocar ataques de grande escala dos EUA contra Assad. As Proxies do Irã também exibem disciplina e não aumentar a escala em relação às anteriores de retórica antiamericana. Tal resposta indica que o Irã procura evitar atrair os EUA para a região, porém não indica que o Irã falhará em responder se os EUA tomarem medidas adicionais contra Assad. A estratégia será sofisticada e possivelmente ofensiva contra os interesses dos EUA nos cenários de operações se houver mais alguma provável ação, desenvolvendo uma estratégia conjunta com a Rússia.

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A resposta da Rússia foi reacionária. Ela centrou-se primeiramente em reparar a imagem de Vladmir Putin como líder forte e a percepção da força das capacidades de defesa aéreas russas condenando o ataque e empreendendo uma demonstração de força. A Rússia instalou fragatas de mísseis no Mar Mediterrâneo, realizando enormes manobras militares internas, suspendendo o uso do mecanismo de evitar conflitos de área com os EUA na Síria. A Rússia ainda afirma que vai acelerar o desenvolvimento do sistema S-500 para defesa aérea doméstica, mudando sua abordagem narrativa após 24 horas para lançar o presidente Trump como imprudente. Esta retórica e a propaganda russa retratam os EUA como um agressor irresponsável, esforçando-se para negar o apoio popular a uma futura intervenção americana na Síria. #Guerra