Nos últimos dias, os governantes mundiais se encontram em estado de alerta por uma série de fatores, mas principalmente por causa da crise bélica galopante envolvendo algumas nações, localizadas basicamente nas regiões do Oriente Médio e Ásia Menor, à exceção da Coreia do Norte, situada na península coreana, mas que inclusive está sob a ameaça iminente de ser atacada a qualquer momento por parte da frota naval dos EUA. Por exemplo, na semana passada os norte-americanos dispararam 59 mísseis a partir de 2 navios militares ancorados na região do Mediterrâneo em direção a uma base aérea da Síria. A princípio, o país do presidente Bashar al-Assad tem sido notícia recorrente na mídia mundial devido à guerra civil instalada por lá há mais de 5 anos e o grande número de refugiados sírios que se espalha pelos quatro cantos do mundo.

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Entretanto, há um detalhe perigoso que envolve o potencial da Síria de provocar o confronto direto entre as superpotências nucleares, como bem demonstrou o ataque sob o comando de Trump baseado na alegação não confirmada de que Assad assassinou com armas químicas a própria população civil.

O que vale ser frisado é que não é de hoje que o Ocidente (destacando-se os EUA e a Grã-Bretanha) sempre conseguiu “demonizar” ou “endeusar” os líderes que fossem contra ou a favor da política externa ocidental. Exemplos na história não faltam, desde o líder palestino Yasser Arafat, dirigente do antigo Afeganistão, Aitolás do Irã, o presidente iraquiano Saddam Hussein, o líbio Muammar al-Gaddafi e, pelo que tudo indica, é chegada a hora de Assad deixar o poder, o que só não aconteceu ainda em função do apoio militar de Vladimir Putin, presidente da Rússia e principal aliado da Síria.

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Conforme especialistas em política internacional, os governos e a imprensa da maior parte dos países ocidentais buscam ignorar que a família Assad, que governa a Síria por décadas é de formação Alauita, diferente dos islâmicos Sunitas. Mas no que isso implica? Em muito, pois para quem é acusado de assassinar a própria população, há alguns questionamentos que não podem ser postos de lado, tais como: as representantes femininas sírias possuem os mesmos direitos que os homens às oportunidades de estudo, saúde e educação.

Também na Síria as mulheres não sofrem a imposição bruta de vestir a burca como no Afeganistão e a rígida lei islâmica não faz parte da Constituição síria, ou seja, o governo de Damasco é o único dentre os países árabes que não admite os chamados movimentos islâmicos extremistas.

Vale frisar ainda que aproximadamente 10% da população síria pertence a alguma religião cristã. Por outro lado, nos demais países árabes, os cristãos não ultrapassam 1% das religiões existentes, pois comumente são martirizados, como é o caso dos atentados do Estado Islâmico em igrejas cristãs do Egito no último final de semana.

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Um dado interessante é que ao longo da história da igreja católica, cinco dos seus Papas são de origem síria.

O país da Síria é o único banhado pelo Mediterrâneo que detém 100% de sua empresa petrolífera e se recusou a privatizar a mesma. Tanto é assim, que o país tem uma reserva estimada em 2.500 milhões de barris de petróleo e não apresenta nenhuma dívida pendente com o FMI - Fundo Monetário Internacional, diferente de outras nações do mundo árabe.

Em anos anteriores à guerra civil da Síria, este era um Estado sem nenhuma espécie de conflito no seu território e ainda se dispôs a receber refugiados do Iraque sem impor restrições políticas, sociais ou religiosas.

Em outras palavras, Bashar al-Assad tem a simpatia elevada de boa parte da população síria e, justamente por isso, vale a reflexão se existem países terceiros interessados que haja a guerra civil síria e se até mesmo, por mais inacreditável que possa parecer, será que ocorre o patrocínio dessa guerra por parte de estrangeiros?

No demais, caberá à história classificar Assad em anjo ou demônio e como um dos pilares da história é o tempo, esse sempre costuma ser o senhor da razão. #EUA