O gabinete da chanceler Angela Merkel aprovou nesta quarta-feira (5), um novo projeto de lei para punir as #Redes Sociais, caso não consigam remover rapidamente conteúdo ilegal, como discurso de ódio ou notícias difamatórias.

As regras do projeto impõem multas de até 50 milhões de euros (aproximadamente 150 milhões de reais) ao Facebook, Twitter e outras plataformas de mídia social.

O ministro da justiça da #Alemanha, Heiko Maas, disse que são as empresas que oferecem tais plataformas de comunicação que são as responsáveis pela remoção do conteúdo odioso. Heiko também afirmou que o novo projeto de lei não restringirá a liberdade de expressão, mas intervirá apenas quando houver ódio criminal ou notícias falsas.

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A Alemanha representa um sério problema para as redes sociais americanas, uma vez que a censura alemã difere-se muito da liberdade de expressão americana. Devido ao passado nazista, a Alemanha veta qualquer tipo de ato que possa parecer discriminatório, como a negação do Holocausto. No entanto, agir assim pode contribuir para o autoritarismo governamental e remar contra os interesses da nação, pois o país enfrenta hoje uma grave crise de imigração em que grande parte dos alemães estão tendo problemas.

Todavia, isso gera inúmeras suspeitas, pois 2017 é ano de eleições. Aliado a isso está um fato que aconteceu em setembro de 2015, quando Angela Merkel e o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, conversavam em particular pensando que o microfone estava desligado. Na conversa, a chanceler perguntou ao criador do Facebook sobre os posts ofensivos sobre a crise dos refugiados e ele disse que precisavam fazer algo.

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Grande parte do povo alemão está revoltado com a assiduidade do governo em aceitar a quantidade monstruosa de imigrantes que chegam todos os meses ao país, e Merkel parece estar disposta a ignorar e abafar as reclamações.

Um dos fatos mais constatados é o aumento monstruoso de crimes de estupro e assédio sexual praticado pelos imigrantes contra as mulheres alemãs, o que levou à criação do movimento popular PEDIGA (Europeus Patriotas Contra a Islamização do Ocidente), que tem gerado muitas controvérsias. #Europa