A China advertiu que o conflito na Coreia do Norte pode se iniciar a qualquer momento, em meio a temores que começaram na semana passada, com o sexto teste nuclear no último final de semana, porém falho. Além disso, a #Coreia do Norte continua expondo seu aparato bélico com mais mísseis, desafiando as sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) e os alertas dos #EUA.

A China também disse que iria mobilizar cerca de 150 mil soldados na fronteira com a Coreia do Norte no domingo (16), como parte desses exercícios.

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que é necessário evitar que a situação na península coreana torne-se irreversível.

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O vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte culpou o presidente Donald Trump pelas tensões crescentes, através de seus tweets e de exercícios militares, dizendo que os EUA estavam se tornando "mais viciosos e mais agressivos" sob sua liderança, em relação ao ex-presidente Barack Obama.

"Nós iremos para a guerra, se eles escolherem assim", disse o diplomata coreano Han Song Ryol à Associated Press. Ainda afirmou que "O que quer que venha dos políticos dos EUA, se suas palavras forem projetadas para derrubar o sistema e o governo da República Popular Democrática da Coreia, os rejeitaremos categoricamente".

Os EUA enviaram um porta-aviões para águas da península e estão conduzindo seus maiores exercícios militares, em conjunto com a Coreia do Sul.

No final do mês passado, imagens de satélite mostraram que o regime estava perto de realizar um teste nuclear, enquanto jornalistas foram alertados para se prepararem para um evento importante.

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O Dia do Sol, que comemora o nascimento do fundador e presidente da Coreia do Norte, Kim Il-Sung, adotou este nome nas campanhas de guerrilha da década de 1930.

Pyongyang lançou, recentemente, um míssil balístico. No domingo, durante tal comemoração, foi realizado um teste que falhou e alguns especialistas dizem que poderia ser realizado outro teste nuclear, praticamente a qualquer momento.

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, viajou à Coreia do Sul no domingo, em sinal de compromisso com o país, consultando o governo sobre os esforços da Coreia do Norte em avançar seus testes de mísseis balísticos e seu programa nuclear.

Jean H Lee, membro do Wilson Center e primeiro jornalista norte-americano que teve um amplo acesso à Coreia do Norte, disse ao The Independent que o ritmo do desenvolvimento de armas nucleares da Coreia do Norte é a principal preocupação, pois quanto mais testes, mais se aproximam de desenvolver a tecnologia que precisariam para colocar uma arma nuclear em curso para atacar os EUA.

Outra grande preocupação é a frota de porta-aviões em águas coreanas, pronta para atacar a qualquer momento. Todos possuem suas armas e, se alguém fizer um primeiro movimento, poderia desencadear um conflito mortal.

No dia 17 de abril, o vice-ministro da Coreia do Norte afirmou que serão testados mísseis semanalmente. #Guerra