Conforme a maioria dos historiadores, até o ano de 1914, a sociedade global vivia sob condições pacíficas, sem nenhuma grande corrida armamentista ou deflagração de uma guerra mundial, mas repentinamente o cenário de calmaria mudou com o início da 1ª grande Guerra Mundial. Hoje, 103 anos após esse fato mórbido que mudou completamente as relações diplomáticas e militares entre as nações, nada se alterou para melhor. São, por exemplo, os enfrentamentos explícitos, e até os velados, que incluem as nações com armamentos nucleares, que estão acontecendo neste exato momento no Oriente Médio e na Península Coreana.

O presidente dos EUA #Donald Trump ordena o deslocamento de um poderoso grupo de guerra aeronaval para o Mar da Coreia; a #China e a Rússia intensificam o patrulhamento com milhares de soldados nas fronteiras e regiões próximas da #Coreia do Norte; o Japão executa manobras militares com os norte-americanos e, de novo, a China, diante do contexto adverso, parece que não vai ficar só no diálogo se eclodir um conflito maior naquela parte do mundo, pois acabou de concluir e apresentar nos últimos dias o 1º vaso de guerra na categoria de um poderoso e moderno porta-aviões, o qual foi rebocado para o ancoradouro todo decorado com bandeirolas vermelhas.

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Todos estes acontecimentos fazem com que a mais desavisada das pessoas comece a ficar muito preocupada com o cenário sombrio no horizonte e que se aproxima rapidamente, como uma poderosa tempestade sem precedentes sobre diversos governos e, o pior, sobre pessoas inocentes.

Como que para deteriorar ainda mais a situação, no último dia 25 de abril, terça-feira, o Exército dos Estados Unidos começou a transferência do THAAD (Terminal High Altitude Area Defense ou Defesa de Área Terminal em Grande Altitude) para a Coréia do Sul. Tal aparato bélico nada mais é do que um complexo sistema de mísseis antibalísticos de curto e médio alcance. O THAAD foi criado em 1991 com o intuito de destruir os mísseis Scud do Iraque, no transcurso da Guerra do Golfo. O processo de funcionamento da arma é simples, mas extremamente eficaz, na medida em que o míssil norte-americano se utiliza da energia cinética como agente de minimização dos mísseis balísticos tradicionais e até daqueles nucleares que não explodem mais, depois que são atingidos pela energia cinética.

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Enfim, os EUA e a Coreia do Sul concordaram em desenvolver o sistema THAAD para fazer frente aos lançamentos de mísseis pela Coreia do Norte; porém, enquanto isso, a mesma China que lançou o seu porta-aviões ao mar, opõe-se ferrenhamente diante da nova parceria, alegando que norte-americanos e sul-coreanos mais contribuirão para desestabilizar a região do que para manter a segurança local.

Um detalhe sintomático que não passou despercebido aos especialistas em diplomacia internacional, é que também no dia 25, Donald Trump convidou a totalidade do Senado para uma reunião de emergência na Casa Branca a fim de discutir a situação na Península Coreana. A movimentação em questão é extremamente incomum, só ocorrendo quando o governo dos EUA visa promover um ataque militar de grandes proporções, como o que aconteceu com o bombardeio do Estado Islâmico no Afeganistão pela bomba MOAB, a mãe de todas as bombas.

As forças navais dos EUA chegaram ao Mar da Coreia formando um cordão de segurança e a Coréia do Norte acabou de comemorar o 58º aniversário de fundação de suas forças armadas.

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Parece que o tabuleiro de xadrez está disposto para se iniciar a partida final entre enxadristas campeões mundiais; sendo que, no lugar das peças comuns ao jogo, temos as Coreias que já foram à guerra anteriormente, os EUA, a Rússia e a China, que resolveu mostrar os seus dentes afiados para todos.

As perguntas que ficam é quem dará o xeque-mate final nessa partida e a que preço?