Em entrevista à Associated Press, o vice-ministro das Relações Exteriores da #Coreia do Norte, Han Song Ryol, afirmou que o país está pronto para uma guerra contra os Estados Unidos, se assim desejar Donald Trump. O diplomata também disse que Pyongyang continuará a aumentar seu arsenal nuclear, melhorando a qualidade das armas atômicas e expandindo o seu estoque.

Além disso, Han criticou o modo como o presidente americano está lidando com a nação asiática ao usar sua conta no Twitter para fazer declarações incisivas a respeito de medidas que podem ser tomadas pela América contra o regime de Kim Jong-un e o programa nuclear da Coreia do Norte.

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Na última terça-feira (11), Trump fez a seguinte intimação na rede de microblog, citando uma possível ajuda da China (principal aliada da nação norte-coreana e sua parceira comercial mais importante) na resolução do impasse internacional: "A Coreia do Norte está procurando por problemas. Se a China decidir ajudar, isso seria ótimo. Se não, vamos resolver o problema sem eles! #EUA".

Para o vice-ministro, os tweets de Trump estão adicionando combustível a um "círculo vicioso" de tensões crescentes na península coreana, e enfatizou que qualquer sinal de investida militar "imprudente" dos Estados Unidos contra o seu país terá uma resposta preventiva.

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O perigo representado pelo arsenal nuclear norte-coreano

Segundo a Associated Press, Han Song Ryol advertiu que Pyongyang possui um arsenal nuclear intimidador, e afirmou que a nação norte-coreana não se dobrará diante das ameaças americanas. O vice-ministro declarou: "Temos um poderoso dissuasor nuclear já em nossas mãos, e certamente não manteremos nossos braços cruzados diante de um ataque preventivo dos EUA". Além disso, ele acrescentou que seu país está totalmente preparado para "tudo o que vier" dos americanos.

Um fato que preocupa Washington é que imagens de satélite registradas recentemente indicam que a Coreia do Norte está preparando mais um teste nuclear subterrâneo, que pode acontecer a qualquer momento. O país já realizou cinco destes testes, dois dos quais foram conduzidos no ano passado com um intervalo de tempo de apenas oito meses separando-os – sendo que o último, ocorrido em nove de setembro de 2016, foi o mais poderoso até então, e chegou a provocar um terremoto artificial de magnitude 5.3 cujo epicentro estava no condado de Kilju, local do teste.

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Ainda de acordo com a Associated Press, especialistas afirmam que se o desenvolvimento do programa atômico norte-coreano continuar no atual ritmo, dentro de apenas alguns anos – ainda na administração Trump – o país terá em suas mãos não só as ogivas nucleares potentes, mas também os mísseis balísticos intercontinentais capazes de transportar essas armas por longas distâncias, o que abre a possibilidade de a Coreia do Norte poder atingir alvos tão longínquos quanto o território continental dos Estados Unidos. #Guerra