De acordo com o site australiano News, neste sábado (22) a #Coreia do Norte fez mais uma ameaça de ataque nuclear – só que desta vez contra a #Austrália, ao invés dos Estados Unidos. A agência estatal de notícias norte-coreana (mais conhecida internacionalmente como KCNA, na sigla em inglês, ou Korean Central News Agency) acusou Julie Bishop, ministra das Relações Exteriores australiana, de estar seguindo cegamente tudo o que a Casa Branca propõe que seja feito para estabelecer sanções contra o regime ditatorial de Kim Jong-Un.

Em tradução livre, o informe publicado pela mídia estatal controlada por Pyongyang diz:

"Se a Austrália persistir em seguir os movimentos dos Estados Unidos para isolar e sufocar a República Democrática da Coreia do Norte, e continuar a ser uma brigada de choque do [seu] mestre #EUA, este será um ato suicida vindo [de um país que está dentro] do alcance de um ataque nuclear da força estratégica da República Democrática da Coreia do Norte".

No início desta semana, Bishop concedeu uma entrevista ao programa AM, transmitido pela rede de notícias ABC, onde afirmou que o programa nuclear norte-coreano representa uma "séria ameaça" para a Austrália – a não ser que seja interrompido pela comunidade internacional.

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Em face dessa afirmação, o relatório publicado hoje pela KCNA também citou diretamente a chanceler australiana, alegando que ela "deve pensar duas vezes sobre as consequências a serem trazidas por sua imprudente censura antes de bajular os Estados Unidos".

Mais ameaças contra a Austrália

Segundo o site News, o informe da mídia estatal controlada por Pyongyang fez ainda outras acusações e ameaças, afirmando que o que foi dito por Julie Bishop "nunca poderá ser perdoado", uma vez que as declarações da ministra são um "ato contra a paz", e se opõem aos "passos inteiramente justos para a autodefesa" norte-coreana contra seus inimigos.

Além disso, a KCNA alegou que o atual governo australiano está protegendo uma política americana que envolve hostilidade e chantagens contra a Coreia do Norte, e que isso teria incentivado os EUA a optarem por "ações militares imprudentes e arriscadas".

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Adicionalmente, a Austrália foi acusada de estar "cegamente e zelosamente" seguindo a linha de ação traçada pelos Estados Unidos (em relação à forma como Washington lida com a Coreia do Norte), e que este modo de agir está fazendo com que a situação na Península Coreana avance para a beira de uma guerra.