De acordo com a agência Reuters, a mídia estatal norte-coreana emitiu uma nota onde o governo do país faz a ameaça de lançar contra os Estados Unidos – e seus aliados na Ásia, como Coreia do Sul e Japão – um "superpoderoso ataque preventivo" (ação armada levada a cabo sob o pretexto de impedir que a outra parte envolvida no confronto ataque primeiro, mesmo sem evidências de que esta investida seja iminente). A bravata surgiu depois de Rex Tillerson, secretário de Estado americano, ter declarado que a Casa Branca estava procurando por meios de pressionar a #Coreia do Norte a respeito do cessamento de seu programa nuclear..

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A advertência belicosa veio à tona em um comunicado publicado no Rodong Sinmun, o jornal oficial do Partido dos Trabalhadores do Norte, que é controlado pelo regime ditatorial de Kim Jong-Un. Em tradução livre, a intimidação dizia:

"No caso do nosso ataque preventivo superpoderoso ser lançado, ele vai destruir completa e imediatamente não apenas as forças de invasão imperialistas dos #EUA na Coreia do Sul e suas áreas vizinhas, mas também o território continental dos EUA, e reduzi-los às cinzas".

Em um ato extremamente provocativo, no último fim de semana o governo da Coreia do Norte também publicou um vídeo de propaganda onde mostrava um ataque nuclear simulado, no qual uma cidade americana não identificada era destruída. Na filmagem, era possível ver um cemitério repleto de cruzes brancas e uma bandeira dos Estados Unidos em chamas. Assista:

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Clima de insegurança e vigilância

Nesta quinta-feira (20), o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), composto por 15 países-membros, condenou o mais recente teste de um míssil realizado pela Coreia do Norte ocorrido no último domingo (16), no qual o projétil acabou falhando alguns segundos após o seu lançamento. Além disso, o Conselho de Segurança também exigiu que Pyongyang parasse de realizar testes nucleares.

Entretanto, segundo a agência Reuters, o regime comandado por Kim Jong-Un não dá sinais de que vai desistir de sua corrida armamentista. A Coreia do Norte, inclusive, rejeita os conselhos da China (sua única aliada), insistindo no prosseguimento do seu programa nuclear e no desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais.

Em face da real ameaça representada para os aliados dos Estados Unidos que se encontram geograficamente próximos ao território norte-coreano, e temendo um possível ataque, o presidente em exercício da Coreia do Sul, Hwang Kyo-ahn, pediu em uma reunião (que também aconteceu nesta quinta-feira) para que os ministérios militares e de segurança de seu país mantenham a vigilância constante. #Guerra