Parece que as ameaças e a postura firme com que o governo americano vem tratando Pyongyang não tem sido o suficiente para intimidar a Coreia do Norte. Em um exercício militar comandado por Kim Jong-un próximo à cidade de Wonsan ocorrido nesta terça-feira (25), o exército do ditador teria testado artilharia de grande alcance. O exercício foi realizado como parte da celebração pelo 85° aniversário de fundação do exército norte-coreano.

Segundo a "Yonhap", agência de notícias sul-coreana, o exercício de hoje foi o maior exercício de tiros até o momento.

Havia certo receio internacional, principalmente por parte dos EUA, de que fosse realizado um novo teste nuclear no país, o que elevaria o nível de tensão entre EUA e #Coreia do Norte a um patamar absurdo.

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No entanto, o ministério da defesa da Coreia do Sul afirmou categoricamente: “Nenhum desenvolvimento fora do comum foi detectado".

Vale salientar que o governo norte-americano enviou, também nesta terça-feira (25), um submarino nuclear até a península coreana. O USS Michigan, como é chamado o submarino de propulsão nuclear, já está localizado no porto de Busan, na região sudeste da Coreia do sul.

O risco de um novo teste nuclear

Alguns especialistas alertam sobre o risco de efetivação de um novo teste nuclear que seria o sexto de Pyongyang.

A causa dessa desconfiança tem relação com o que vem mostrando as recentes imagens de satélites sobre o que acontece no centro de testes atômicos de Punggye-ri. Segundo informações, é detectada uma intensa atividade no local, o que aumenta mais ainda as especulações de que um novo teste nuclear pode estar sendo preparado.

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Donald Trump, presidente americano, já deixou bem claro que a Coreia do Norte sofrerá graves retaliações caso realize um novo teste.

Cada vez mais o clima de tensão aumenta e o mundo fica perplexo à espera do que irá acontecer nos próximos capítulos desse imbróglio internacional.

Já tem especialista comparando a atual situação com a crise dos mísseis de 1962. Na ocasião, a União Soviética instalou uma base de mísseis em solo cubano, de onde era possível atacar alvos norte-americanos. Quando os EUA tomaram ciência da situação, o clima de tensão se instaurou e por pouco não houve uma guerra nuclear.

O mundo torce veementemente para que seja encontrada uma saída diplomática para atual situação. Um conflito armado entre países detentores de armas de destruição em massa traria um resultado catastrófico para todos. É preciso calcular muito bem o risco antes de dar o próximo passo. #Estados Unidos