Atirar com revólveres é bem diferente de atirar com armas de grosso calibre. No vídeo que está circulando nas redes sociais, esta aprendiz de tiro ao alvo percebeu essa lição na pratica.

As imagens mostram que ela tentou fazer tudo certo: colocou o protetor de ouvido, os óculos, mirou seu alvo e acionou o gatilho. Só esqueceu de manter a firmeza para o impacto da munição deflagrada não causar um #Acidente.

Felizmente, nada de mais sério aconteceu. Apenas a arma vai parar longe, se deslocando para trás, no momento em o tiro é disparado. Sendo assim, o vídeo passa a constar da galeria de vídeos cômicos na internet.

E também acaba servindo de exemplo de como não proceder na aula de tiro.

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Até mesmo para os policiais as armas de grosso calibre, como os fuzis exigem mais técnica e firmeza para serem usadas. As polícias militares as usam por batalhões treinados para isso. Esses armamentos são manejados em situações muito específicas, especialmente naquelas em que a precisão do atirador é fundamental, pois seus efeitos balísticos são muito distintos dos revólveres e das pistolas.

Mas, afinal, o que significam os calibres e porque as armas são diferenciadas por eles? A explicação é simples: os calibres, em resumo, são o diâmetro do projétil ou do cano de cada armamento. Isso quer dizer, por exemplo, que no revólver calibre .38, o diâmetro do projétil mede 0,38 polegada, que é a medida usada pelos americanos e ingleses, maiores fabricantes de armamento. Há também a medida em milímetros e, neste caso, o popular revólver 38 ou três-oitão, seria classificado como de calibre 9,65 mm.

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Independentemente da natureza da medida utilizada, o raciocínio é claro: quanto maior o calibre, maior é o impacto sentido pelo atirador no momento em que ele aperta o gatilho. Se ele não aliar mira e firmeza, o tiro não dá certo. Foi o que aconteceu no vídeo em questão.

Ao contrário do que possa parecer, o calibre não é o único fator que classifica a potência de um armamento. Obviamente, quanto mais alto é o diâmetro do cano, mais grosso é o projétil que compõe a munição. Entretanto, segundo especialistas, uma bala de um fuzil de assalto calibre 5,56 mm, por exemplo, pode ser mais destruidora do que a de um revólver calibre 9,65 mm, ou 38 (se for levado em conta as polegadas). Isso acontece porque a ponta do seu projétil foi fabricada para percorrer uma longa trajetória, transfixando barreiras muito fortes, como portas e até barras de metal.

Em suma, a opção pela arma, pelo calibre e pela ponta do projétil devem ser levadas em conta de acordo com a missão e o objetivo a ser conquistado.