A primeira semana de abril começou com a Síria em evidência nos jornais do mundo todo. Imagens que circulam na internet mostram pessoas agonizando após um #ataque químico na cidade rebelde de Khan Sheikhun (província de Idleb, norte), o que resultou em 86 mortos, dentre eles 30 crianças e 160 feridos.

Um dos sobreviventes, Al Yusef, disse em mensagem de voz no Whatsapp, “Em segundos tudo se transformou em morte. Respirava-se e via-se morte por todas as partes”. Só ele perdeu 19 pessoas da família.

A autópsia feita na Turquia, afirma que foram usadas armas químicas, como gás sarin. Mas será enviado amostras para a Haia, na Holanda.

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Haia é a sede do Tribunal Penal Internacional.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), foi o pior atentado desde 2013, em que morreram mais de 1.400 pessoas nos arredores de Damasco.

A guerra na #síria já conta com 300 mil mortos e quase 5 milhões de refugiados, sendo que quase 3 mil desses refugiados estão no Brasil, desde que a guerra começou em 15 de março de 2011.

O presidente sírio Bashar al-Assad, nega ter envolvimento com o ataque aéreo químico.

O ministro sírio das Relações Exteriores, Walid Muallem disse em coletiva de imprensa,"Posso garantir mais uma vez que o exército árabe sírio não usou e nunca utilizará este tipo de armas contra nosso próprio povo, contra as nossas crianças, nem mesmo contra os terroristas que mataram nosso povo".

A resposta dos EUA

#Donald Trump, presidente dos EUA, disse em entrevista “Estes atos odiosos do regime Assad não podem ser tolerados”, e completou dizendo que “a atitude ante a Síria e Assad mudou claramente”.

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O resultado disso foi o lançamento de 59 mísseis Tomahawk, de médio alcance e invisíveis a radares, de dois navios americanos no Mar Mediterrâneo, contra uma base aérea em Homs, na Síria.

Segundo a OSDH, a ação teria deixado 5 mortos, dentre eles um general, e destruído 6 jatos.

Esse foi o ataque mais enfático do presidente Trump, desde que começou seu governo, em janeiro desde ano. Segundo ele,"todos os países civilizados deveriam contribuir para o fim do conflito sírio" e "acabar com o massacre e derramamento de sangue na Síria".

Essa ação dividiu o mundo. Alguns países apoiaram, outros pedem ponderamento e as Nações Unidas condenaram. O governo sírio disse ser um ataque "irresponsável e imprudente". O Irã diz que isso complicará a situação na Síria e na região. A Arábia Saudita, disse que a resposta ao ataque químico foi uma "decisão corajosa" e apoia completamente.

Alguns refugiados sírios em São Paulo dizem que esse ato de Trump não ajuda em nada as famílias que vivem lá.