O secretário das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Boris Johnson, comparou o presidente sírio, Bashar al-Assad, a um monstro que precisa ser decapitado. Também sugeriu que o país poderia se unir aos Estados Unidos em futuros ataques sobre o estoque de armas químicas da #síria. Embora nenhuma decisão tenha sido tomada, afirmara que seria “muito difícil” para o Reino Unido dizer não a Washington.

Johnson foi convidado para explicar como Assad poderia ser punido por usar armas químicas sem permitir que um regime islâmico radical o substituísse. Ele disse que os esforços para garantir paz no país devastado pela #Guerra devem preservar as instituições do Estado enquanto “decapitar o monstro”.

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Durante uma declaração aos deputados sobre a situação na Síria e na Coreia do Norte, Johnson disse que a assistência dependeria de um “pedido razoável” pelo governo dos #EUA na busca de “objetivos semelhantes”, dando a entender que a ação teria que estar relacionada a ataques químicos, como o uso de gás sarin, no início deste mês em Khan Sheikhoun. Porém, ele não deixou claro se um pedido dos EUA forçaria uma nova votação, já que os deputados votaram contra ação militar na Síria em 2013, após um ataque semelhante.

Johnson respondeu ao ex-ministro das Relações Exteriores Alistair Burt se o Reino Unido estava vinculado a essa decisão. Afirmou que não foi solicitado, mas que tal pedido feito no futuro, “se fosse um pedido razoável na prossecução de objetivos semelhantes, então penso que seria muito difícil para o Reino Unido dizer não”.

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Johnson disse que Trump enviou uma mensagem “enfática” de que “a era em que a barbaridade de Assad foi enfrentada com passividade e inação finalmente chegou ao fim”. Ainda disse que “a resposta da América cria oportunidade para quebrar o impasse e preparar o caminho para uma solução política da tragédia da Síria”.

Mas o secretário de Relações Exteriores britânico reiterou que isso só acontecerá se a Rússia estiver preparada para negociar com Assad uma transição para um governo que represente chance de paz na Síria.

O secretário de Defesa, Sir Michael Fallon, disse que o Parlamento seria consultado se o Reino Unido fosse convidado para participar em futuros ataques.

À medida que as relações entre Moscou e o Reino Unido atingem nova baixa, Johnson pediu que Putin pusesse fim a seu apoio a Assad. “Parem os ataques de gás e as bombas de barril, permitam a entrega de ajuda para quem precisa dela, aceitem um verdadeiro cessar-fogo e comecem o processo político que incluirá uma transição para Assad”, afirmou.

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Johnson disse que o Reino Unido "não tem intenção de intervir nos interesses russos na Síria", acrescentando: "Mas a posição da Rússia na Síria não depende de Assad".

Ele disse que a conclusão foi que o regime atacou seu próprio povo “violando o direito internacional e as regras da guerra”. Johnson disse que o ataque mostrou o "vazio" de um acordo alcançado em 2013, garantido pela Rússia, que era proposto livrar a Síria de armas químicas.

O secretário de Relações Exteriores também se referiu à Coreia do Norte quando disse que “em cada caso, ditadores hereditários que presidem tiranias cruéis desafiam as regras essenciais que sustentam a paz mundial”. Reiterou que os EUA têm respondido com força e determinação e de acordo com seu papel tradicional, como garante do sistema baseado em regras. Em ambos os casos, os EUA têm o apoio do governo britânico.