De acordo com o The Guardian, um alto oficial norte-coreano acusou os Estados Unidos de transformarem a península da Coreia na área de maior periculosidade do mundo atual, e de criar "uma situação perigosa na qual uma #Guerra termonuclear pode explodir a qualquer momento".

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As palavras de advertência foram proferidas por Kim In-ryong, Embaixador Adjunto da #Coreia do Norte para a Organização das Nações Unidas (ONU), após o presidente Donald Trump ter dito que o ditador Kim Jong-un deveria "se comportar" – ou seja, parar com os testes de mísseis balísticos e colocar um ponto final no programa atômico norte-coreano..

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Além disso, In-ryong afirmou que a Coreia do Norte está realizando agressivos exercícios militares, e que o país está "pronto para reagir a qualquer modo de guerra desejado pelos Estados Unidos".

O diplomata norte-coreano endureceu o tom discursivo depois de Mike Pence, vice-presidente dos #EUA, ter garantido ao Japão que a Casa Branca trabalhará em estreita cooperação com seus aliados na região asiática em uma tentativa de buscar uma solução pacífica para as atuais tensões, assim como chegar a um acordo para a desnuclearização da Coreia do Norte.

Apoio total ao Japão e aliados

Na quinta-feira passada (13), Shinzo Abe, primeiro-ministro japonês, afirmou diante do comitê de diplomacia e defesa do parlamento do seu país que teme que Pyongyang já possa ter em mãos a tecnologia necessária para atingir o Japão com mísseis transportando gás sarin.

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E o temor do primeiro-ministro nipônico se justifica, uma vez que Coreia do Sul e Japão estão dentro do raio de alcance das armas convencionais do regime de Kim Jong-un.

Entretanto, nesta terça-feira (18), Mike Pence conversou com Abe em Tóquio, e afirmou que Washington se solidariza com os "tempos difíceis" pelos quais a nação nipônica passa atualmente, que são resultado direto das "provocações crescentes" que a Coreia do Norte tem feito em torno do mar do Japão. O vice-presidente americano declarou que os Estados Unidos apoiam totalmente os japoneses, dizendo: "Estamos com vocês 100%".

O The Guardian ressaltou que Pence e Abe insistiram durante o seu encontro em fazer um apelo à China (maior parceira econômica da Coreia do Norte e sua principal aliada), para que a nação desempenhe um papel maior na contenção das ambições nucleares norte-coreanas.

Wang Yi, ministro chinês das Relações Exteriores, declarou compreender que "a situação é tensa", mas pediu calma aos Estados Unidos, de modo que assim seja possível "encontrar oportunidades e possibilidades de diálogo" com a Coreia do Norte.