Gregory Green foi condenado pela #Justiça dos Estados Unidos por torturar a esposa e obrigá-la a assistir ao assassinato das quatro filhas. A pena ainda será definida, mas a sentença abre possibilidade para o prazo de prisão 47 a 107 anos. O #Crime brutal chocou o país também por outras circunstâncias que o cercam. Green já havia sido preso anteriormente por matar a primeira esposa, mas foi libertado após insistentes pedidos feitos pelo #Pastor de uma igreja, que depois veio a se tornar seu atual sogro.

O primeiro assassinato foi em 1991, quando ele esfaqueou a mulher, Tonya, que estava grávida. O crime aconteceu no Michigan, Estados Unidos.

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Apesar de os juízes se mostrarem implacáveis na condenação, Green acabou por ter uma grande defesa, com o pastor da sua igreja pedindo “uma segunda chance” para esse homem. Durante anos, Fred Harris escreveu várias cartas para que libertassem o assassino, conseguindo convencer os juízes a alterarem a sentença. O homem foi libertado após cumprir 15 anos de sua pena.

O pastor Fred Harris defendia que ele merecia ser libertado porque eram amigos e Green era um bom homem, que frequentava a igreja. “Eu sinto que ele pagou por sua infeliz falta de autocontrole e pelos danos que causou e está muito arrependido", escreveu o pastor. Quando libertado, Harris prometeu que iriam acolher o homem na igreja e na comunidade, ajudando na sua reintegração.

Regresso à comunidade

Em 2008, Green estava de novo em liberdade.

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Com 49 anos, ele se apaixonou pela filha do pastor, Faith Harris. Mãe solteira, ela mostrou compaixão pelo assassino e deixou se envolver em um novo relacionamento. Ela tinha duas filhas, com 17 e 19 anos, quando começou a namorar Gregory. Dois anos depois, eles se casaram e tiveram mais duas filhas, Koi e Kaleigh.

Aparentemente, o pior havia ficado no passado e eles pareciam uma “família normal”, de acordo com os vizinhos. No entanto, dentro das quatro paredes, as coisas não estariam tão bem assim, e Faith começou a perceber o que algo de errado se passava com o temperamento do marido.

Em 2013, ela pediu uma ordem de restrição contra ele, acusando o marido de violência e ameaçá-la. Faith finalmente mostrava medo que ele fizesse alguma coisa contra ela, como havia feito contra sua primeira mulher.

Crime se repete

A petição foi-lhe negada e só em agosto de 2016 é que ela finalmente conseguia o divórcio, na sua terceira tentativa. Gregory Green não aceitou perder a família e na noite de 21 de setembro, ele levou suas duas filhas biológicas, com 4 e 5 anos.

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Ele ligou uma mangueira no escapamento e deixou uma das pontas dentro do carro, com as duas meninas morrendo asfixiadas. Depois, levou os seus corpos de volta para a casa e os colocou em suas camas.

Em seguida, prendeu a esposa a uma cadeira e torturou-a. Green deu mm tiro no pé e cortou o rosto de Faith, entre a orelha e o queixo, deixando-a sangrando muito. Por essa altura, ela já sabia que as filhas mais novas estavam mortas, mas o plano de Gregory ainda não estava finalizado.

Ele arrastou as duas enteadas para casa e executou-as na frente da mãe, antes de ligar para o serviço de emergências, dizendo que acabara de matar as quatro filhas. Faith sobreviveu, mas admitiu, em tribunal, que tem dias em que desejava não ter sobrevivido depois de ter perdido suas quatro filhas.

Gregory Green ainda tentou mostrar arrependimento durante o julgamento ocorrido na semana passada, mas a juíza disse que esse era “de longe, o pior caso que ela tinha visto”. A magistrada argumento que o acusado traiu a confiança das mesmas pessoas que encontraram compaixão em seus corações para lhe dar outra chance. Porém, a história se repetiu e terminou com a morte de quatro meninas.