Em pleno século XXI ainda existem pessoas que se ofendem com o amor e punem aqueles que amam pessoas do mesmo sexo. Isso, infelizmente, é uma realidade que cresce ano após ano no #Mundo inteiro e nas últimas semanas tem chegado a proporções desumanas. Isso porque na Chechênia, uma das Repúblicas Federativas da Rússia, foi criado um acampamento onde vários homens homossexuais são torturados, espancados e assassinados sem nenhuma misericórdia.

Sobrevivente dos dias de tortura, um jovem identificado apenas como Adam contou ao jornal Daily Mail como foi tratado enquanto esteve no acampamento. Ele afirmou que foi espancado e eletrocutado enquanto os torturadores proferiam xingamentos e frases ofensivas sobre sua sexualidade.

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O campo de tortura anti-gay teria sido criado pelo presidente da Chechênia, Ramzan Kadyrov.

De acordo com o rapaz, foram inseridos em seus dedos dos pés e das mãos, grampos de metal ligados à corrente elétrica. Enquanto era torturado, ele foi ofendido e obrigado a dizer nomes de outros homossexuais. Ainda, segundo Adam, alguns desses torturadores tentaram tirar outras informações dele e, em outras ocasiões, apenas se divertiam enquanto o agrediam.

Em outra entrevista, o jovem contou ao The Guardian, que os abusadores acordavam as vítimas às 5h da manhã e só os deixavam dormir de madrugada. Eles obrigavam os próprios prisioneiros a agredirem uns aos outros. Durante o espancamento, os agressores ainda ameaçavam as vítimas dizendo que eles morreriam naquele local e que os homossexuais não passam de animais.

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Denúncia

Relatórios divulgados pelo jornal russo Novoya Gazeta foram responsáveis por expor a barbárie que vem acontecendo na Chechênia. Eles acusam o governo local, que é um grande aliado de Vladimir Putin, de manter como prisioneiros mais de 100 homossexuais. Os jornalistas responsáveis por dar visibilidade ao campo de tortura disseram ter provas concretas de que, no mínimo, três pessoas morreram no local. Segundo eles, vários centros de tortura contra gays estão espalhados pelo país.

Há denúncias de que o governo local esteja exigindo pagamento de suborno à polícia para que as vítimas sobrevivam. Um dos prisioneiros, que conseguiu escapar de um dos acampamentos, mostrou à imprensa marcas dos abusos sofridos que incluem hematomas nas pernas e diversas queimaduras nas costas.

Procurado para comentar o caso, um porta voz do presidente Ramzan Kadyrov afirmou que as acusações não passam de mentiras e que na Chechênia não existem homossexuais.

Abaixo-assinado

A rede de ativistas para mobilização social global, Avaaz, criou um abaixo-assinado direcionado ao presidente Putin e todas as autoridades russas. O documento tem como objetivo garantir que todos os centros de tortura para gays no país sejam fechados. A meta era conseguir 1 milhão de assinaturas e até o momento, cerca de 1,2 milhão de pessoas assinaram a petição on-line. #Violência #LGBT