Nesta quinta-feira (13), o primeiro-ministro nipônico, Shinzo Abe, expôs o temor de que a #Coreia do Norte já possa ter a capacidade de atingir o #Japão com mísseis transportando o mortal gás sarin – agente químico que afeta diretamente o sistema nervoso, podendo causar a morte em segundos.

Abe afirmou diante do comitê de diplomacia e defesa do parlamento japonês que a ameaça de um possível ataque realizado pelo regime ditatorial de Kim Jong-un ao seu país está colocando a segurança do Japão em uma situação que "está ficando cada vez mais severa".

O primeiro-ministro não forneceu maiores evidências de que a Coreia do Norte já possua a capacidade de realizar ataques com ogivas químicas, entretanto, citou como exemplo tangível a recente investida bélica contra a cidade síria de Khan Sheikhoun, que foi atribuída ao próprio governo daquele país, comandado por Bashar al-Assad.

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A ameaça representada pela Coreia do Norte

O temor de Shinzo Abe de que o Japão possa ser atingido por armas norte-coreanas que transportem agentes letais é algo que não deve ser ignorado, uma vez que os dois países asiáticos se encontram a pouca distância entre si. E somam-se a isso dois fatores preocupantes: a Coreia do Norte tem desenvolvido armas químicas desde a década de 1980, e está entre as cinco nações do mundo (as outras são Síria, Angola, Egito e Sudão do Sul) que não assinaram a Convenção sobre Armas Químicas criada em 1997, que proíbe a produção, a estocagem e o uso de agentes letais como instrumentos de #Guerra.

Segundo um documento elaborado pela Coreia do Sul em 2016, e intitulado Livro Branco de Defesa, estima-se que a nação comandada por Kim Jong-un possua um estoque que pode variar entre 2.500 e cinco mil toneladas de armas químicas.

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Adicionalmente, um relatório do Departamento de Defesa dos Estados Unidos de 2012 concluiu que a Coreia do Norte modificou munições convencionais de modo que fossem adaptadas para o transporte de agentes letais.

Além disso, ainda existe a questão dos testes nucleares norte-coreanos, que têm sido realizados com sucesso. A dúvida que resta é se a nação de Kim Jong-un realmente possui projéteis balísticos que sejam capazes de atingir alvos a grandes distâncias transportando ogivas atômicas. O país alega, por exemplo, ter mísseis intercontinentais que em tese poderiam até atingir o território dos Estados Unidos, mas é sabido que seu grande arsenal de munições convencionais pode, de fato, atingir o Japão e a Coreia do Sul, trazendo sérias consequências às duas nações.