Emilie Larter tinha 22 anos quando resolveu tirar dois meses para fazer #Voluntariado. A jovem largou sua vida em Londres, na Inglaterra, e foi para o Uganda, na África, ajudar os mais necessitados. A jovem havia terminado a faculdade e resolveu tirar esse tempo para ajudar os outros, ficando em um abrigo, onde ajudava crianças órfãs, até que um dia lhe entregaram ainda mais responsabilidade. A jovem foi chamada a um funeral de uma mãe e quando chegou, lhe entregaram um bebê de 5 dias, que ela não conseguiu mais largar.

Ser mãe não estava nos planos de Emilie aos 22 anos, mas a jovem admitiu ter sentido algo mais forte assim que pegou no pequeno Adam pela primeira vez.

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Na casa onde ela estava fazendo voluntariado, trocava fraldas, alimentava as crianças e brincava com elas, mas mesmo assim era bem diferente da responsabilidade que ela estava prestes a abraçar.

O pequeno Adam estava órfão e não havia ninguém para cuidar dele. Então, o bebê foi legalmente entregue ao pessoal da casa. "Ele era tão pequeno, eu me apaixonei", contou Emilie, que ficou como sua cuidadora. A jovem contou que nunca antes havia cuidado de um recém-nascido e, por isso, ficava todo o tempo ao telefone pedindo conselhos para sua mãe.

Emilie contou como faltava de tudo, desde água, luz, leite até medicação. Mas, apesar de todas as dificuldades, ela estava amando a experiência. Por isso, ela prolongou sua estadia por mais dois meses e estava cada vez mais apegada a Adam.

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O pior foi quando ela teve que regressar ao Reino Unido, deixando Adam para trás pela primeira vez. Poucas semanas depois, ela regressou e não podia acreditar o quanto ele tinha crescido. Porém, cinco meses depois, em abril de 2015, ela teve que regressar ao seu país e sentia que sua vida estava dividida. Ela precisava estar em Londres para trabalhar e ganhar dinheiro, mas não conseguia deixar o Uganda e o seu pequeno Adam.

No Reino Unido, ela chegou a acumular três empregos, trabalhando sete dias por semana, para juntar mais dinheiro e regressar logo a Uganda e estar com Adam, sua única prioridade.

Até que um dia não aguentou mais e falou para os pais que ia deixar tudo e se candidatar a um emprego no país africano para ficar com o menino. “Eu não posso continuar fazendo isso. Eu quero estar lá com ele”, disse a jovem, que contou sempre com o apoio dos pais.

Emilie terminou com o namorado e foi para o Uganda dar aulas em uma escola.

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Ela sabia que precisava viver um ano seguido no país para poder adotar o menino e era essa sua intenção. Inicialmente, ninguém acreditava que ela fosse mesmo com isso para frente. Porém, com o passar do tempo, o pai de Emilie começou chamando Adam de neto e a mãe enviava roupas de criança para ela.

Foi em agosto de 2016 que ela conseguiu o emprego em uma escola em Uganda e se mudou com o menino para uma pequena casa. Durante meses, ela sentiu que essa foi a decisão certa na sua vida. O problema aconteceu quando a escola fez alguns cortes e, em dezembro, ela perdeu o emprego.

Apesar das dificuldades, Emilie não pretende desistir do seu sonho. Ela continua procurando trabalho no país e não quer, por nada, deixar o menino e regressar para a Europa. Os pais continuam ajudando com dinheiro, e ela está agora fazendo uma angariação de fundos para custear as despesas do processo da adoção. “Estou determinada a ficar aqui até que algo aconteça. Não consigo imaginar meu futuro sem ele. Adam é a minha vida”, disse a jovem ao jornal britânico Mirror. #Adoção #EmilieLarter