Nenhum país sério esqueceu as arbitrariedades impostas pelos nazistas sob a chefia do seu comandante maior #Adolf Hitler. Por mais incrível que possa parecer, foram mortos milhões de indivíduos em nome do nacional socialismo ariano nos campos de concentração, como é o caso dos judeus e também de outras minorias religiosas, raciais e culturais, como, por exemplo, Testemunhas de Jeová, ciganos, homossexuais, negros, soviéticos . Ainda hoje, mesmo na #Alemanha, berço desse capítulo obscuro na história da humanidade, o assunto é tratado com o máximo de cuidado; tanto é assim que, finalmente, saiu a decisão da Justiça daquele país sobre o caso de Oskar Gröning, também chamado de “contador de #Auschwitz, o qual foi sentenciado a cumprir uma pena total de quatro anos de cadeia por contabilizar o dinheiro das vítimas do Reich e também por ser cúmplice direto na morte de 300 mil cidadãos de nacionalidade judaica.

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Oskar está hoje com 95 anos de idade e mesmo que a sua defesa tenha atuado com apresentação de recurso frente a primeira condenação, ocorrida em julho de 2016 no Tribunal da cidade de Luneburgo, a corte de maior instância conhecida como Corte Federal da cidade de Karlsruhe não deferiu de uma vez por todas o pedido para que fosse reconsiderada a questão da culpabilidade de Gröning. Tanto é assim, que a Corte de Karlsruhe negou vez após vez os diferentes recursos produzidos por todos aqueles que não concordaram com a sentença inicial.

Christoph Heubner, que é um dos representantes do Comitê Internacional de Auschwitz, veio a público dizer que, por meio da sentença final acima, a decisão deixa mais do que claro para todos que quem participou de algum modo em exterminar pessoas, deve sim ser responsabilizado e considerado culpado por tais atos vis.

O próximo passo da novela jurídica na Alemanha é que Ministério Público local verifique se a saúde do ex-nazista possibilite que o mesmo venha a ficar detido, mas como Oskar já é bastante idoso, é muito provável que isso não aconteça.

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Sinais de arrependimento

Gröning fez questão de pedir perdão no mês de abril de 2016, quando participou de audiência sobre o caso, para todos aqueles que foram suas vítimas; todavia, a postura do alemão não condizia com suas palavras, pois ele permaneceu impassível por todo o momento que esteve no tribunal. O contador de Auschwitz disse que para ele, não restava a menor dúvida de que tinha culpa moral na história das mortes dos judeus e assim, ele pedia perdão e deixava a decisão final ao encargo dos juízes.

A defesa do ex-oficial nazista se deteve na questão que em 3 datas diferentes, o mesmo requereu a transferência do campo de Auschwitz, mas que teve as solicitações negadas; mas ainda durante o julgamento, um historiador especialista sobre o nazismo e suas consequências, foi convidado para atestar tal versão de Oskar ou não, e o estudioso disse que as transferências eram comumente concedidas para todos os oficiais que se encontrassem fisicamente aptos para isso, ou seja, desmentindo o ex-oficial.

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Histórico de carreira

Gröning era o encarregado de contar e classificar o dinheiro subtraído dos prisioneiros em geral e foi testemunha ocular de muitos dos massacres perpetrados no campo de concentração. Tão logo ele foi enviado de Auschwitz para uma unidade combatente alemã em outubro de 1944, alguns meses depois, em 10 de junho de 1945, ele e toda a sua unidade foram capturados pelos soldados ingleses.

A partir de então, o alemão foi levado com destino à Grã-Bretanha, onde executou trabalhos forçados para só retornar para a vida simples na Alemanha após o final da 2ª Guerra Mundial; No entanto, em 1985, Oskar Gröning revelou para o mundo as suas atividades ligadas ao regime nazista, no intuito de criticar todos aqueles que insistiam em negar a ocorrência do holocausto.