Um funcionário do Kremlin fez uma ameaça à administração Trump, afirmando que os Estados Unidos "estão à beira de um confronto militar com a Rússia" devido à ação na qual os americanos dispararam 59 mísseis contra a base aérea de Shayrat, na Síria, em uma retaliação ao ataque químico acontecido na cidade de Khan Sheikhoun.

Dmitry Medvedev, primeiro-ministro da Rússia, acusou os #EUA de terem agido de forma ilegal ao disparar os mísseis contra a base militar, que os oficiais americanos dizem ter sido o local de onde os aviões sírios decolaram carregando as armas químicas usadas na investida.

Medvedev fez uma declaração no Facebook onde afirmou que a relação entre Kremlin e Washington ficou "completamente arruinada", e advertiu que os dois países estão a apenas um passo de uma possível #Guerra.

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Ele ainda declarou que os Estados Unidos atacaram um "governo legítimo", e alegou que essa ação não teve a aprovação da ONU, além de supostamente ter violado o direito internacional (conjunto de normas que regula as relações externas e a boa convivência entre as nações).

Entretanto, segundo o Daily Mail, Donald Trump alertou que faria o ataque novamente, e Nikki Haley, embaixadora dos Estados Unidos na ONU, disse que seu país deu "um passo muito medido" no bombardeio, acrescentando: "Estamos preparados para fazer mais, mas esperamos que isso não seja necessário".

Embate no Conselho da ONU

De acordo com o Daily Mail, Rússia e Estados Unidos entraram em choque no Conselho de Segurança da ONU, onde um representante do Kremlin afirmou que a "agressão" dos americanos à Síria acaba fortalecendo o terrorismo.

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A embaixadora Nikki Haley rebateu a acusação, alegando que o governo russo tem "uma responsabilidade considerável" pelo uso de armas químicas feito por Bashar al-Assad, e argumentou: "Toda vez que Assad atravessou a linha da decência humana, a Rússia ficou ao seu lado".

Haley fez ainda várias outras arguições, ao dizer que o governante sírio aterrorizou seu próprio país e assassinou milhares de pessoas, além de ter causado o deslocamento de milhões de cidadãos, que agora procuram migrar para outras nações em uma tentativa de fugir da guerra civil que assola a Síria.

Adicionalmente, a embaixadora americana reforçou que o ataque químico à cidade de Khan Sheikhoun causou a morte de crianças, homens e mulheres "da maneira mais horrível", e que devido a este ato abominável, "a mancha moral do regime de Assad não poderia mais ficar sem resposta".

Síria afirma que ataque americano matou quatro crianças

Ainda segundo o Daily Mail, a agência de notícias Sana, que é controlada pelo governo da Síria, afirmou que o ataque dos Estados Unidos ao país teria causado a morte de nove civis, incluindo quatro crianças.

Entretanto, pelo fato de ser mantida pelo estado sírio, a agência Sana promove as atividades de Bashar al-Assad, e nega que já tenham ocorrido quaisquer violações do direito internacional em ataques perpetrados pelo governante do país. #Conflito na Síria