No final da semana passada, a Rússia enviou um navio de #Guerra municiado com mísseis de cruzeiro para a costa da Síria, em resposta ao ataque estadunidense de 6 de abril.

Phyllis Bennis acusou os #EUA que violar (completamente) o direito internacional, em conjunto com as demais violações cometidas no campo de batalha da guerra civil síria. Ou seja, há violações de ambos os lados. Sublinha ainda que as questões emotivas de #Trump não lhe autorizam a violar o direito internacional, bem como não consultar o Congresso dos EUA. O que o governante fez, sublinha Bennis, foi um ato de guerra, e que precisa da aprovação do Congresso do país. O especialista acredita que a situação piorará.

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Alia Malek concordou com os argumentos de Bennis, mas que há muitas perguntas sem respostas sobre as reais motivações de Trump. Se Trump é amigo de Putin, pondera ela, "então isso tudo é uma espécie de teatro. E é isso que muitos sírios estão dizendo hoje, que é apenas uma espécie de performance para fazer parecer que há independência entre os dois líderes mundiais". Ou seja, ela acredita que precisa ficar mais transparente a relação administração Trump, sua eleição e os russos.

A embaixadora dos EUA na Organização das Nações Unidas (ONU), Nikki Haley, falou que a destituição do regime Bashar al-Assad não é o único objetivo, mas também derrotar o grupo terrorista Estado Islâmico. Sublinhou ser impossível o estabelecimento da paz na Síria enquanto Assad estiver no poder.

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E em terceiro lugar, ela destaca a eliminação da influência do Irã. E depois ela coloca a questão de solução política, e que nenhuma solução nesse sentido é possível com Assad no governo sírio.

Tal análise da embaixadora dos EUA [ou governo Trump] preocupa, pois as argumentações em relação à necessidade de se tirar Saddam Hussein do poder do Iraque foram semelhantes [armas químicas e deposição do governo] e não melhorou, só piorou a crise iraquiana. Será que os EUA não aprenderam com a guerra no Iraque? Assim, urge valorizar a mesa de discussões diplomáticas, pois várias cabeças pensando é melhor que uma, diz o ditado popular.

O porta-voz do Kremlin, Dmítri Peskov, disse na sexta-feira (7) que todos os estoques de armas químicas da Síria foram eliminados e que houve a confirmação deste feito pela Organização para a Proibição de Armas Químicas, uma unidade especializada da ONU. Disse, ainda, que os terroristas têm utilizado armas químicas.

Peskov sublinhou que o presidente Vladímir Putin considera que a ação unilateral dos EUA não aproxima os países na luta conta o terrorismo, mas cria "sérios obstáculos" para uma ação conjunta de países contra os grupos terroristas.

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Os argumentos diversos sobre este grave momento que vivemos devem ser explorados aqui, mas por ora continua, realmente, a preocupação das pessoas comuns, de especialistas e líderes governamentais com o crescimento das tensões em nível global após o bombardeio estadunidense em território sírio. Preocupa, também, o deslocamento de armada da Marinha dos EUA para águas asiáticas, entre outros pontos que tornam mais complexo (e tenso) o tabuleiro de xadrez da geopolítica internacional.

Enquanto os líderes globais estão em desarmonia, continuam os ataques dos grupos terroristas, ceifando mais vidas, agora no Egito. O grupo terrorista Estado Islâmico assumiu a autoria do ataque a duas Igrejas Copta Cristã, no Egito, que matou 49 fiéis durante a celebração do Domingo de Ramos. O governo do Egito anunciou estado de emergência no país ante os ataques às igrejas.