Madeleine McCann poderia estar morando em uma propriedade isolada, a poucos quilômetros do apartamento de onde foi levada, no Algarve.

As novas alegações surgem após uma entrevista de Dave Edgar, detetive que trabalhou com os pais da menina, Kate e Gerry McCann. O detetive privado contratado pelos pais da criança inglesa acredita que Maddie poderia estar sendo mantida em cativeiro, escondida e sem conhecimento da enorme caçada internacional para encontrá-la. Edgar trabalhou durante três anos no caso do desaparecimento da menina inglesa e garante que entregou sete linhas de #investigação para a polícia Scotland Yard, que continua investigando o caso da criança que desapareceu em maio de 2007.

"Há todas as possibilidades de que Madeleine ainda esteja viva e possa estar escondida em algum lugar", relatou Dave Edgar.

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O homem percebeu isso, uma vez que no Algarve existem várias propriedades privadas, isoladas de tudo. E ele acredita que a menina poderia estar em uma delas, sem sequer saber que havia sido raptada quando pequena. Quase dez anos depois da menina ter desaparecido durante umas férias em Portugal, a polícia continua procurando por ela.

"Obviamente, tínhamos várias linhas de investigação e algumas dessas linhas nos levaram a propriedades que seguimos e entregamos às autoridades", admitiu ele, apesar de não ter resultado em nenhuma pista concludente. Apesar da falta de provas, Edgar, de 60 anos, tem a "certeza" de que alguém, possivelmente morando em Portugal ou na Grã-Bretanha, sabe o que aconteceu com Madeleine depois de ter sido raptada.

O detetive privado fez ainda um apelo para qualquer testemunha que conheça ou que possa desconfiar de quem é o raptor.

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"Na minha experiência, eles sempre confiam em alguém por qualquer motivo e essa pessoa precisa falar com as autoridades", disse Edgar, em declarações citadas pelo jornal Express. Apesar de já terem passado quase dez anos, ele sugere que qualquer informação possa ser importante e determinante para o caso.

A investigação está ainda longe de terminada. No mês passado, o jornal Express revelou que a polícia Scotland Yard vai receber mais 300 mil reais para continuarem procurando. Alegadamente, eles estão agora investigando um indivíduo "difícil de rastrear internacionalmente", mas não acreditam que estejam fazendo progressos.

Por isso é que Edgar acredita que esse é o momento de avançar com a investigação junto de pessoas que possam saber o que aconteceu. Não serão pessoas diretamente envolvidas no desaparecimento da menina, mas sim testemunhas que, em algum momento, escutaram alguma informação e que, dez anos depois, possam romper o silêncio e ajudar na resolução desse caso.

#Casos de polícia