Uma jovem identificada como Victória Emmanuel, de 14 anos, sofreu várias queimaduras pelo corpo logo após ser banhada com ácido por um amigo no dia do seu aniversário. O incidente aconteceu em 29 de março, em torno do mercado noturno em Mafoluku, área de Oshodi, no estado de Lagos, na Nigéria.

A vítima, que está atualmente recebendo tratamentos no Hospital de Ensino da Universidade Estadual de Lagos (Lasuth), disse aos jornalistas locais que avisou o acusado, identificado como Moshood Yusuf, de 13 anos, para não derramar o conteúdo da garrafa, pois eles não sabiam o que estava dentro, mas ele se recusou. Segundo informações, o acusado entrou em uma loja, pegou uma garrafa e jogou o líquido na cabeça de Victória.

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De acordo com o portal de notícias do jornal britânico The Guardian, o acusado relatou que não tinha ideia de que era ácido. Segundo ele, pensava que era um líquido desinfetante de água conhecido como Izaal.

"Era meu aniversário. Eu tinha ido buscar água no mercado à noite quando meus amigos me pararam na estrada e começaram a derramar a água sobre mim para comemorar a data. Alguns estavam despejando água suja sobre mim e outros estavam despejando areia. Foi assim que Moshood entrou na loja do pastor Iyawo e trouxe um recipiente. Havia algo dentro e eu disse a ele para não derramá-lo em mim, porque não sabíamos o que estava dentro da garrafa. Enquanto eu passava por ele, ele derramou o conteúdo do meu corpo por trás. Eu gritei e corri para a torneira, mas ele chegou lá antes de mim e abriu para que a água derramasse sobre o meu corpo.

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Essa foi a última coisa que me lembrei. Foi-me dito mais tarde que eu desmaiei e fui levado às pressas para o hospital”, disse a vítima.

A mãe do acusado, identificada como Ganiyat Yusuf, pediu paz entre as duas famílias e insistiu que o incidente foi um erro. "Meu filho não faria mal a ninguém intencionalmente. Foi apenas um erro. Na verdade, ele também foi queimado pelo ácido em seu peito e perna. Ele não sabia que o conteúdo da garrafa era ácido. Foi um erro lamentável, mas o que queremos é que a paz reine. Nós não queremos uma situação em que ambas as famílias começariam a lutar por ela ou as duas crianças se tornando inimigas”, disse a mãe do garoto.

Por sua vez, a mãe da vítima, Chidinma Emmanuel, lamentou as dificuldades que o incidente trouxe para sua família. Ela disse que a família não estava interessada em fazer um caso com a outra, mas afirmou que agradeceria se as despesas médicas fossem reembolsadas. #Crime #Investigação Criminal #Casos de polícia