Essa história da menininha linda da foto, que nasceu com um terceiro membro, é inacreditável pelo fato em si e mais ainda pelo desfecho.

A menina nasceu com #três pernas porque, segundo os médicos que cuidaram da mocinha, havia partes do corpo de um irmão gêmeo na gestação que cresceu dentro de seu organismo. A menina nasceu em Bangladesh e, segundo os especialistas do país na capital Dhaka, ela teria muito poucas chances de sobreviver a uma cirurgia.

Foi quando uma organização beneficente chamada Children First Foundation se sensibilizou com o caso da menina e a levou para um país com mais condições, no caso, Austrália, em Melbourne.

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Hoje, Choity Khatun, tem 3 anos, e na Austrália foi operada. Ela deve retornar para casa nesta sexta-feira, 28. E a boa notícia veio logo após a operação. Choity após a recuperação da cirurgia que foi raríssima e muito complexa, poderá andar e correr à vontade. Um milagre.

A cirurgia foi planejada por vários meses. Tudo porque era de alta complexidade e inédita até então. Seria necessária a reconstrução de toda a anatomia e funcionalidade orgânica da pequenina. Os médicos, depois de uma minuciosa avaliação, descobriram que um irmãozinho de Choity cresceu em sua pélvis. Na verdade, o feto desenvolveu apenas partes do corpo. Segundo Chris Kimber, cirurgião pediátrico do Hospital Pediátrico Monash, ainda assim tratava-se de um indivíduo único, um único organismo. Ele ainda revelou que antes da cirurgia foi necessário um tratamento de nutrição com a menina que estava completamente desnutrida.

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Além disso, também disse a BBC de Londres que o trabalho de preparação para a cirurgia contou com ajuda de americanos e outros cientistas europeus, para desconectar o resquício de perna (parte da perna já havia sito amputada no país de origem da menina) além de outros órgãos que ainda haviam dentro do corpo da menina.

Os órgãos adicionais nasceram entre a vulva e o ânus da criança. Ela possuía, além da terceira perna, dois retos, dois ânus, duas vaginas e dois úteros. Imaginem a complexidade da cirurgia.

O procedimento ocorreu em novembro de 2016 e contou com uma equipe de mais de 20 especialistas se revezando. Ao total, foram oito horas de cirurgia para remoção e reconstrução de toda a região pélvica e genital da menina. A cirurgia tinha suas particularidades o que a tornava inédita.

Após os últimos seis meses de recuperação, pode-se garantir que a cirurgia foi um sucesso e que a pequena poderá andar e correr normalmente. A menina também é parcialmente cega, mas com relação a isso, os médicos afirmaram que pouco poderia ser feito. Sua mãe, de 22 anos, comemora o resultado.

A menina após a cirurgia e seu raio-x impressionante.

#anomalia #aberração