Felipe Romero, de 10 anos, era tratado como filho e chamava seu treinador, Fernando Sierra de "papai". O mesmo homem que o retirou da escola na última quinta-feira, dia 20 de abril.

Segundo a mãe, Alexandra Pérez, o menino estava apresentando sinais de mudança de personalidade e que por preocupação, o levou a uma psicóloga para verificar o que estava acontecendo com o filho. E que por indicações médicas, o menino deveria ser afastado do treinador, pois os dois possuíam uma relação muito próxima e que isso não iria fazer bem para Felipe.

A ligação entre o jogador mirim e o treinador era tão próxima que os dois possuíam uma relação próxima de pai e filho, o que a mãe achava saudável até antes do aconselhamento, pois o próprio pai de Felipe, um ex-jogador famoso, Luiz Romero, que por conta de sua fama, era um pai muito ausente.

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Após as prescrição da psicóloga, de não deixar os dois sozinhos, a mãe do garoto começou a supervisionar os encontros dos dois e não deixar que o filho ficasse sozinho com o treinador, porém, mesmo com isso, Sierra conseguiu sequestrar o menino de sua própria escola, ao retirá-lo no meio da aula, que por sinal, era listado como uma das pessoas de confiança junto à diretoria da escola.

Com as suspeitas da própria diretora, que somente após a retirada do menino em meio as aulas, ligou para a mãe de Felipe, sendo a última vez que foi visto por qualquer outra pessoa.

No último sábado (20), os dois foram encontrados mortos em um local a 150km distante de onde moravam.

A representante do caso, Adriana Morosini, foi à emissora de TV Canal 13, para uma entrevista, pois o caso comoveu o país e esclareceu algumas dúvidas sobre o caso.

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“O garoto pode ter ingerido tranquilizantes momentos antes de ser morto com um tiro na cabeça”, alegou a juíza e, afirmou que um provável abuso sexual teria ocorrido com o garoto, feito por Sierra, o treinador de 32 anos.

"O abuso teria ocorrido não ontem, ou antes de ontem, mas há algum tempo. Mas não posso determinar hoje com as provas que tenho que Fernando Sierra é o responsável", alegou. “Para uma conclusão concreta, serão necessários os resultados de mais análises das amostras que foram enviadas ao Instituto Técnico Forense". A previsão para os resultados são de 30 dias, segundo a Adriana.

Nos próximos dias, a juíza Adriana irá conversar e colher os depoimentos de todas as pessoas relacionadas ao desaparecimento de Felipe, a psicóloga para saber sobre a mudança de comportamento do garoto, a professora, a mãe e a diretora da instituição. E que, a partir do momento em que informaram ao treinador que ele não poderia ver o garoto, ele deveria ser tirado da lista de confiança de retirada do garoto. #assassinato #Abusadosexualmente #Crime