Casos em que uma mulher é vítima de abusos sexual praticado por outra mulher são pouco noticiados, apesar de não serem tão raros de acontecer. Erica Gimson, uma britânica de 43 anos, passou por essa situação e sofreu calada por muito tempo. Mas, três décadas depois, resolveu jogar tudo no ventilador.

Quando ainda era recém nascida, seu pai abandonou a família, e ela passou a viver apenas com a mãe. Com apenas cinco anos de idade, a garota já sofria com as agressões e abusos. Sua mãe, Marie Clarke, era uma gerente de banco aparentemente tranquila e muita bem vista pela vizinhança. Em entrevista ao jornal Daily Mail, Erica contou com detalhes da sucessão de abusos que sofreu:

"Um dia eu disse a ela que estava com fome, e recebi uma pilha de batatas cruas para comer. Eu nem podia reclamar do sabor desagradável, senão teria que aguentar mais um ataque de fúria."

As agressões só aumentavam com o passar do tempo, e Marie chegou ao extremo de quebrar um dedo da própria filha com um martelo:

"Minha mão estava em cima da bancada da cozinha, ela foi até uma gaveta, pegou um martelo e bateu nos meus dedos."

Além de sofrer agressões, a menina era obrigada a fazer trabalhos domésticos pesados.

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Mesmo limpando a casa antes de ir para a escola, sua mãe encontrava defeitos e os usava como pretexto para espancá-la. Aos 8 anos, mais um tipo de agressão foi acrescentada à lista de maus tratos:

"Uma noite eu acordei e minha mãe estava do meu lado, respirando de uma forma muito estranha. Ela tirou as minhas roupas e as dela, e me obrigou a ter relações com ela"

A partir deste dia, os estupros passaram a ser rotineiros e as agressões físicas cada vez mais fortes.Temendo morrer, Erica fugiu de casa aos 12 anos, pedindo abrigo na casa de uma amiga da mãe. Chorando muito, contou a história, apesar do medo de que a mulher não acreditasse. Mas, como já desconfiava que a amiga maltratava a filha, abrigou a garota e chamou o conselho tutelar.

Alguns dias depois, algumas assistentes sociais foram visitá-la, mas, curiosamente, a mãe não foi presa e a menina foi direcionada para uma casa de acolhimento.

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Porém, uma gravidez inesperada fez com que precisasse voltar para casa. Sua mãe tinha se casado novamente, e fazia de tudo para manter a aparência de dona de casa amorosa às vistas de companheiro. Sentindo-se um pouco mais segura com uma pessoa a mais na residência, voltou para casa. Porém, evitava ao máximo qualquer contato com a mãe. Dois anos depois, alugou uma pequeno apartamento, onde passou a viver com a filha.

Muitos anos depois, após vencer uma luta contra um câncer de mama, Erica se cansou de ver a mãe se fingindo ser uma boa pessoa, e, em julho de 2013, resolveu denunciar os abusos para a polícia. Em março de 2014, Marie foi condenada a oito anos e seis meses de prisão. Porém, foi solta recentemente por bom comportamento, sequer chegando a cumprir três anos.

Desde então, Erica vive com medo de encontrar com a mãe:

"O que ela fez ficará para sempre, até hoje tenho pesadelos. Ela é pura maldade." #Polêmica #mulheres #Estupro