Não é só o Brasil que atravessa profundos momentos de divisões políticas e sociais, oscilando entre a direita e a esquerda como linha de referência. Enfim, nos últimos anos, por vários motivos, parece que esse é um fenômeno que atinge inúmeros outros países, como, por exemplo, é o caso da terra do Iluminismo, a #França. Tanto é assim, que os eleitores e simpatizantes da líder da extrema direita francesa, #Marine Le Pen, puderam ouvi-la fazer um discurso político sob o sol do Mediterrâneo, na Côte d'Azur, pela disputa eleitoral para presidente no próximo mês de maio. Na ocasião, Le Pen disse o seguinte: “não somos racistas, mas este é nosso país", levando os presentes à loucura patriótica.

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Tanto é assim que um jovem de 27 anos, cujo nome é Florent Erard, que no distrito de Var (região localizada entre Nice e Marselha) é um dos líderes do grupo ultradireitista FN - Frente Nacional, disse acreditar que este é o momento de mudança na sua terra natal, até mesmo porque ocorreu o Brexit, a vitória de Donald Trump para ocupar a Casa Branca e os escândalos sucessivos de François Fillon.

Foi justamente em Var que houve a maior concentração de votos para a extrema direita no pleito de 2015, conquistando 44,6% dos votos depositados nas urnas logo no 1º turno, frente à média de 27,9% na França como um todo.

O cenário já está montado, uma vez que François Fillon, que é o candidato presidencial da direita, protagonizou casos de corrupção referentes a empregos-fantasma no mês de janeiro deste ano e assim, Le Pen, principal liderança assumida contra a continuidade da imigração para o território francês, conseguiu se sobrepujar em relação ao outro candidato Emmanuel Macron, que tem como profissão secular a de ser banqueiro e também já exerceu o cargo de ministro da Economia de François Hollande, o atual presidente socialista.

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Grande parte da população francesa assegura que Macron não terá nenhuma chance contra Marine se houver disputa para o 2º turno no dia 7 de maio, pois o banqueiro representa os mais ricos, enquanto a loira Le Pen é a candidata saída do seio do povo comum.

A sempre romântica França parece que já não tem mais o mesmo glamour, uma vez que assuntos, tais como a real identidade nacional do país e o papel do Islã na sociedade francesa são tópicos recorrentes para estimular as discussões da extrema direita, a qual não está nem um pouco satisfeita com os atos terroristas acontecidos entre os anos de 2015 e 2016, resultando em mais 238 óbitos.

No encontro de Marine Le Pen, foi normal ouvir frases como “estamos no nosso país” ou ainda, "a França continue sendo francesa", mas vale frisar que o pai de Marine foi o desagradável para muitos, Jean-Marie Le Pen, fundador do partido da FN e que, em repetidas ocasiões, recebeu condenações dos tribunais da França por entoar comentários extremamente racistas.

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Ficam as perguntas no ar, que ainda carecem de respostas: qual será o resultado das #Eleições presidenciais francesas; se Le Pen se sagrar vitoriosa, ela também abandonará a União Europeia, que rumos o mundo está tomando?