Desde o final da #Guerra Fria, que caracterizou a relação deteriorada dos países Ocidentais com as nações, principalmente, do extinto Pacto de Varsóvia, sob a liderança respectiva dos EUA e da Rússia, a situação no cenário diplomático mundial não era tão ruim como agora. Problemas como os conflitos no Oriente Médio e a corrida bélica na Península Coreana só fazem piorar o contexto como um todo ainda mais. Como se não bastasse o que já vem ocorrendo, a entrega de duas aeronaves de guerra F-35 Lightning em 25 de abril, oriundas dos EUA, à base de Emari, localizada na Estônia, agrava e muito a relação dos Estados Unidos do presidente #Donald Trump com um país próximo à fronteira estoniana, que é a Rússia.

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A chegada dos caças pertencentes a 5ª geração de F-35 não foi anunciada previamente nem pelas autoridades norte-americanas e nem pelas estonianas, fazendo com que Sergei Shoigu, ministro de Defesa da Rússia, se mostrasse contrariado em relação ao caso. Situação bem diferente vivida pelo seu homólogo da Estônia, que se pronunciou a respeito do assunto, afirmando que os voos de uma aeronave tão moderna como o F-35 auxiliarão a Aliança na defesa dos direitos considerados fundamentais de soberania dos países.

A Força Aérea dos EUA, só depois da entrega das duas encomendas, é que adiantou que os F-35 irão ficar no continente europeu até o ano de 2020 e participarão junto com outros aviões de combate da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), de exercícios militares.

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O programa da OTAN, datado de 3 anos atrás, foi denominado de “OTAN European Reassurance Initiative”, contemplando o engajamento das aeronaves dos EUA, algo que em tradução livre pode ser entendido como "Iniciativa de Segurança Europeia da OTAN".

Por outro lado, até mesmo algumas mídias do Ocidente encaram a atitude em questão como uma forma de provocar o presidente russo #Vladimir Putin. Tanto é assim, que o periódico “Washington Examiner” veiculou um artigo, cujo título sugestivo é “Os F-35 no quintal de Putin". Por sua vez, o jornal “The Nation” disse que a maioria das acusações de que o Kremlin está provocando várias crises são infundadas, e a causa raiz de todos os problemas se inicia em Washington, em lugares longínquos da Europa, da distante Síria mergulhada numa sangrenta guerra civil, na Ucrânia envolta em conflitos com os separatistas de Donbass e no Afeganistão, onde foi lançada recentemente a bomba de todas as mães pelos norte-americanos. Tudo isso só aumenta a chance de uma guerra nuclear entre a russos e americanos.

No último dia 24 deste mês, Donald Trump, ao se encontrar com senadores do mesmo partido político dele (o Partido Republicano) expressou-se claramente e disse que tem em mente estancar a influência dos russos em nível mundial.

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Talvez seja por isso provavelmente que foram deslocados os F-35 para a Estônia.

Não é à toa que o Ministério da Defesa dos Estados Unidos intenciona adquirir, ainda para este ano, 63 caças F-35, totalizando 2.500 aviões desse modelo nos próximos anos. O valor total da transação é 379 bilhões de euros ou 51 bilhões de dólares no mercado interno dos EUA para cada avião. Aproveitando-se desses números, Trump já falou para a fabricante da aeronave, a Lockheed Martin, que ela trate de baixar o preço de oferta do equipamento.

Enfim, a conclusão a qual se chega é que itens como guerra, insegurança e morte nunca foram vendidos a um preço tão caro em detrimento dos que sempre são os mais prejudicados, a saber, a população civil inocente.

Conheça um pouco mais do caça de combate F-35 Lightning