A tensão em nível mundial continua a ser uma crescente, ainda mais depois dos shows pirotécnicos que os senhores da guerra, como as superpotências nucleares (principalmente os #EUA), têm empreendido ao longo dos últimos dias. Exemplos não faltam, pois no dia 7 deste mês, dois vasos de guerra norte-americanos ancorados no Mar Mediterrâneo dispararam 59 mísseis “Tomahawk” contra uma base aérea da Síria, sob o pretexto de que o presidente Bashar al-Assad havia atacado a sua própria população civil com armas químicas em 4 de abril, isso sem nenhuma prova concreta. A Rússia, que é a principal aliada e mantenedora de Assad no poder, não tardou a afirmar publicamente que a operação militar dos Estados Unidos em terra estrangeira não passou de uma “bandeira falsa” ou uma grande mentira.

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Por sua vez Rex Tillerson, secretário de Estado americano, disse no começo desta semana, que Washington prevê que a Rússia não adotará nenhuma ofensiva contra o ataque do seu país, uma vez que os objetivos da Rússia na Síria não eram alvos dos EUA. Entretanto, após o ataque com os mísseis da morte sobre a Síria, os russos suspenderam o memorando russo-estadunidense sobre aquele país no Oriente Médio e, ainda por cima, deram ordens para que a fragata Admiral Grigorovich navegasse no Mediterrâneo, as mesmas águas em que estão as embarcações militares dos EUA.

Para piorar o contexto, #Donald Trump, presidente dos EUA, ordenou que um poderoso grupo aeronaval da América permanecesse ao longo das costas da Coreia do Sul, em função dos testes nucleares da sua vizinha Coreia do Norte.

Em outras palavras, as forças americanas têm em seu poder mais de 5 mil mísseis #Tomahawk, arma essa que não foi idealizada para ser “abandonada” em um depósito qualquer.

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Por outro lado, ninguém em sã consciência possui interesse em uma terceira guerra mundial catastrófica, o que pode fazer com que os norte-americanos dosem os seus “anjos da morte” na forma de mísseis, como exemplificam conflitos recentes, nos quais os Estados Unidos reservaram de 300 a 700 mísseis para o Iraque, ex-Iugoslávia e Afeganistão.

Os especialistas em assuntos bélicos e diplomacia internacional acreditam que Trump não desperdiçará muito tempo com a Síria, mas que ele está mais atento em aplicar o seu poderio em zonas ameaçadas dos EUA, se perder sua influência de décadas, como determinadas regiões do Pacífico, onde há fortes divergências de Washington com Pequim e também com a Coreia do Norte.

Uma vez que o USS Porter e o USS Ross já conseguiram disparar os seus mísseis Tomahawk, provavelmente a Rússia não impedirá o porta-aviões USS Carl Vinson de fazer o mesmo contra a Coreia do Norte, caso Trump decida-se por essa alternativa.

Fato é que Trump assumiu o poder provocando uma efervescência de ações, como a chance de aplicar sanções novas contra o Irã e a Rússia, já que esses dois países apóiam diretamente a Síria, reiterou Nikki Haley, representante designado dos EUA junto a ONU, ao conceder entrevista à CNN.

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O que Trump não deve esquecer é que a Rússia detém um enorme potencial político e militar junto aos seus países parceiros. Não é à toa que o envio da fragata Admiral Grigorovich para as águas mediterrâneas pode fazer que os militares dos EUA pensem duas vezes antes de adotar ações belicistas contra países mais fracos.

Mesmo dentro dos EUA, a decisão de Trump em atacar a Síria com os Tomahawk acabou causando mal estar entre uma porção considerável dos eleitores do novo presidente republicano. O que vai acontecer agora ninguém pode prever com precisão, a única coisa que se sabe é que todos os homens de bem estão temerosos, até os próprios norte-americanos e russos.

Fragata russa Admiral Grigorovich em ação