Na segunda-feira (24), Wuttisan Wongtalay, de 20 anos, transmitiu o #assassinato da própria filha, de 11 meses, ao vivo pelo #Facebook, em Phuket, na Tailândia. A mãe da garotinha, Jiranuch Trirat, de 21 anos, fez uma chamada de emergência informando a polícia que o pai estava exibindo o crime, mas os policiais não conseguiram encontrar os dois a tempo.

Os corpos de Wongtalay e da pequena Beta foram encontrados pendurados em um prédio abandonado. Em entrevista à imprensa, o policial Sanit Nookhong revelou que o vídeo foi transmitido por volta das 17h45 (horário local) e teve duração de 4 minutos, tempo suficiente para que Wongtalay amarrasse uma corda ao redor do pescoço da filha e a jogasse do telhado do prédio, enforcando-se logo depois.

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Ainda de acordo com o policial, o pai mostrou uma garrafa de bebida, que bebe e também dá para a garota. Posteriormente, a perícia confirmou se tratar de kratom, cuja receita é feita a partir de uma planta nativa da Tailândia, com efeitos psicotrópicos e sedativos.

O motivo do assassinato seguido de #Suicídio teria sido por Wongtalay pensar que a namorada não o amava e iria deixá-lo, acusando-a de traição, e levar a filha consigo. O vídeo ficou disponível no Facebook até as 17h de terça-feira (25), tendo recebido centenas de milhares de visualizações.

Esse caso ocorreu menos de dez dias depois de outro assassinato ter sido transmitido ao vivo na mesma rede social, dessa vez em Cleveland, Ohio, nos Estados Unidos. No dia 16 de abril, um domingo, Steve Stephens matou Robert Goodwin, de 74 anos, na rua, atirando em sua cabeça enquanto filmava o crime.

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Segundo a imprensa, Stephens dizia, no vídeo, que continuaria a escolher vítimas aleatoriamente até que sua ex-namorada entrasse em contato.

Na terça-feira, (18), perseguido por policiais, o assassino perdeu o controle de seu carro e atirou contra sua cabeça antes que pudesse ser abordado.

No Brasil, em janeiro deste ano, o policial militar Douglas Vieira filmou o próprio suicídio ao vivo, em uma noite de sábado, o qual foi assistido por diversos amigos e familiares antes que fosse apagado da página.

A demora por parte do Facebook em tirar os vídeos do ar possibilita sua propagação e vem sendo questionada, uma vez que são responsáveis pela veiculação de conteúdo impróprio em sua rede. Embora seja possível denunciar vídeos e imagens, não há um controle daquilo que é exibido ao vivo. Dessa forma, qualquer coisa pode aparecer nas transmissões.