A mais famosa avenida de #Paris, a Champs-Élisées, foi alvo de um tiroteio nesta quinta-feira (20). O governo francês acredita que os policiais atingidos eram o propósito do ataque. Um policial morreu e dois estão gravemente feridos.

Logo após o tiroteio, o porta-voz do ministério do Interior da França relatou que aproximadamente às 21h, horário local (5 da tarde no horário de Brasília), um homem que saiu de um carro abriu fogo contra um veículo de patrulha da policia que estava estacionado, usando um fuzil Kalashnikov.

O atentado aconteceu quase em frente a uma loja da rede britânica Marcks & Spencer, a poucos metros do Arco do Triunfo, um dos mais visitados pontos turísticos da capital francesa.

Publicidade
Publicidade

Nenhum turista ou morador local foi atingido. Testemunhas relataram ter ouvido cerca de seis tiros.

Fontes da polícia chegaram a afirmar que o atirador era conhecido e que estava sendo observado com "alerta S", que significa suspeito de ligações com terroristas, mas, logo após, as autoridades disseram que não divulgariam ainda a identidade do homem, que garantem ter sido morto no local.

Algumas horas depois, porém, o grupo Estado Islâmico reivindicou o ataque, através de sua agência de propaganda, Amaq. Segundo os terroristas, o atirador era o belga Abu Yusuf. A rede de TV francesa BFM veiculou que o autor do atentado havia publicado na internet o desejo de matar policiais, o que confirma as suspeitas das autoridades locais, mas, segundo o jornal Le Parisien, o homem se chamava Karim C., era francês e estava sendo investigado.

Publicidade

Espera-se uma declaração de Françoise Hollande nas próximas horas, no entanto, o presidente francês já declarou estar certo de que se trata de #Terrorismo.

O presidente norte-americano Donald Trump enviou mensagem de condolências e também já considera que o ataque foi mesmo terrorista.

A França vive em alerta máximo, desde que foi vítima de atentados como o do jornal Charlie Hebdo, que matou 12 pessoas, e outros que também ocorreram em Paris, com 130 vítimas, ambos em 2015. Somados ao acontecido em Nice na Promenade des Anglais, em 2016, a França é o país da Europa que mais sofreu atentados nos últimos anos.

Os candidatos à eleição mais concorrida em décadas, que ocorrerá no domingo (23), enviaram mensagens de solidariedade.

A candidata Marine Le Pen, do partido de direita Frente Nacional, publicou na rede social Twitter "solidariedade para as nossas forças de segurança, novamente alvo de ataques".

O candidato socialista Benoît Hamon, também através do Twitter, declarou "apoio total às nossas forças de ordem contra o terrorismo".

Publicidade

Há pouco mais de 24 horas, foram presos dois suspeitos de planejar atentados contra os candidatos à presidência da França. Um segundo suspeito de participar do ataque desta quinta-feira, que teria viajado de trem da Bélgica para Paris, foi detido.

Acontecimentos como este comprovam a impotência diante do terrorismo, que promove ataques inesperados, ainda que haja investigações e as forças de segurança estejam em alerta máximo devido à proximidade das eleições.

Aparentemente, ataques como estes reforçam a eleição dos candidatos de direita, o que poderia ser contrário aos interesses dos terroristas. Não é possível saber, entretanto, se o ataque realmente foi articulado pelo EI, ou se o grupo terrorista apenas está se aproveitando da ocasião para fazer propaganda.