Além do aumento da tensão na península coreana, testes nucleares e de mísseis intercontinentais realizados pela #Coreia do Norte, outra coisa gera preocupação, um possível ataque com PEM (Pulso Eletromagnético).

Um ataque de PEM consiste no lançamento de uma pequena ogiva nuclear a partir de um satélite em órbita, sendo que a ogiva necessita estar apenas a 480 km de distância da Terra para explodir e gerar uma paralisação nas redes elétricas e curtos em aparelhos eletrônicos. Assim, se uma rede elétrica desmoronar completamente, diversos sistemas que sustentam as vidas nas cidades colapsariam, como os sistemas eletrônicos dos bancos, hospitais, comunicações, alimentos, água e a internet, que poderia ser interrompida por um ano, senão destruída.

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“Se um dispositivo nuclear, projetado para emitir PEM, for explodido entre 250 e 300 milhas acima da terra, no meio do país, ele desativaria os sistemas eletrônicos em todo os #Estados Unidos”, disse o especialista em Pulso Eletromagnético, Gale Nordling. “Isso desativaria toda a rede elétrica. Desabilitaria as comunicações, desativaria a produção de combustível, desativaria os hospitais e os medicamentos, desativaria os call centers 911 (número da polícia, bombeiros e ambulância nos EUA)”.

Neste momento, uma agressão deste tipo, realizada pela Coreia do Norte, representa uma ameaça potencialmente maior para os americanos do que um míssil balístico intercontinental (ICBM - sigla em inglês), posto que o país comunista já orbitou um satélite KMS-3 nos Estados Unidos em 2012.

Entretanto, ainda é desconhecido se a ditadura norte-coreana possui uma ogiva pequena o suficiente para um satélite, mas seu programa espacial mostra-se muito mais promissor do que o seu programa de ICBMs.

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A Coreia do Norte justifica que o seu progama espacial serve para fornecer imagens agrícolas a fim de melhorar seus rendimentos de colheita, mas o país é pequeno o suficiente para que uma aeronave possa fazer o mesmo com maior flexibilidade; satélites apenas são úteis para nações gigantes, como a Rússia. Ainda, o KMS-3 fez várias passagens acima da Rússia e dos EUA, mas não na Coreia.

Jim Oberg, que talvez seja o único engenheiro espacial do ocidente a visitar a Coréia do Norte, alertou que o site de lançamento norte-coreano, o Sohae, é geograficamente adequado para lançar satélites com orbita acima da costa leste dos Estados Unidos. No momento, os americanos estão atrás da Rússia, China, Israel e até mesmo do Irã na preparação PEM. #Russia