De fato a frase até um certo ponto poética de que o “o cenário do mundo está passando” ou em outras palavras, de que o total contexto político, econômico e cultural da sociedade humana apresenta rápidas e profundas mudanças, pode ser considerada como a mais pura verdade. O curioso disso tudo é que devido ao processo de globalização e interdependência entre as nações, não existem mais fatos isolados ou que não afetem outras regiões do globo, mesmo que elas estejam distantes de um determinado epicentro de acontecimentos. É exatamente o que está ocorrendo, por exemplo, com os 45 milhões de cidadãos franceses que foram no dia 23 de abril, domingo, às urnas para escolher qual será o novo presidente da #França em substituição ao socialista François Hollande.

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Já é uma certeza que nenhum dos candidatos oficiais que disputam o pleito terá a maioria maciça dos votos neste turno das #Eleições; entretanto, as chamadas pesquisas de boca de urna, que também ocorrem naquele país, indicam que a candidata Marine Le Pen, representante do partido da FN – Frente Nacional e Emmanuel Macron, que pode ser considerado como um concorrente mais situacional ou centrista, despontam como os grandes líderes das pesquisas.

Ainda neste domingo, o canal de TV Belga RTBF fez questão de levar ao ar uma pesquisa realizada por volta do meio-dia na França, na qual tanto Macron, que já foi o ex-ministro da Economia de Hollande, quanto Le Pen, representante da extrema-direita, aparecem como os políticos mais fortes pela corrida à presidência de um dos países mais ricos e importantes do mundo como é a França.

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Ainda conforme noticiário veiculado pela emissora belga, Emmanuel vinha apontando com aproximadamente 24% dos votos e Marine, por sua vez, possuía 22% dos votos válidos até o meio do dia naquele país. Em contrapartida, o até pouco tempo considerado candidato favorito dos franceses, François Fillon, de linha conservadora, estava exatamente com 20,5% dos votos úteis; entretanto, os escândalos de corrupção em que se viu mergulhado, acabaram ofuscando sua campanha. O lanterninha da disputa é Jean-Luc Mélenchon, um dos principais líderes da esquerda na França, que tem somados 18% dos votos.

Vale frisar que os territórios ultramarinos franceses, como Guiana, Martinica e São Pedro e Miquelão, tendem claramente pelo esquerdista Mélenchon.

Somente após as 14h do horário brasileiro devem se intensificar os prognósticos com os resultados das eleições presidenciais na França, encerrada justamente às 14h de Brasília, ou 19h no horário francês; porém, países próximos na #Europa, como Alemanha, Suíça e Bélgica, estão constantemente anunciando as informações das últimas pesquisas no hora a hora.