Líderes britânicos estão cautelosos com uma guerra por procuração entre os Estados Unidos e a Rússia na #síria, sob pretexto de uma solução pacífica, alerta o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn. Ele disse à rede de TV e rádio BBC que qualquer solução deveria ser política.

Corbyn defende que dever que a Rússia e os Estados Unidos devem se reunir com finalidade de pressionar os envolvidos na guerra, porque o risco está em se tornar uma guerra por procuração entre ambos os países. Para o líder do Partido Trabalhista, um ação conjunta russo-americana pode trazer um cessar-fogo efetivo e eficaz.

Para Corbyn, há o risco de que os conflitos e as posturas tomados pelos Estados Unidos possam se transformar em uma grande guerra, pois se um lado ataca e o outro retalia, existe um caminho para um desastre, envolvendo as maiores potências militares do mundo.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou semana passada uma série de ataques com mísseis em resposta a morte de 90 pessoas, incluindo crianças, durante um ataque químico na cidade de Khan Sheikhoun, na Síria, controlada por rebeldes.

Corbyn disse a BBC que existe o encorajamento por parte dos conservadores para novos bombardeios, quando afirmou que mais ataques eram possíveis na Síria. Também disse que a reunião dos ministros das Relações Exteriores do G7, que reúne os países mais ricos do mundo, era uma grande oportunidade para evitar algo maior e cancelar conversações com Moscou é “enviar todos os sinais errados”.

O líder trabalhista sugeriu ao Secretário de Estado para os Assuntos Externos do Reino Unido, Boris Johnson, manter um diálogo forte com a liderança russa sobre o apoio ao presidente sírio, Bashar al-Assad.

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Corbyn afirma que o conflito pode se tornar algo desastroso. Ele ainda disse que voltar a mentalidade da Guerra Fria não trará paz, acrescentando que Boris Johnson deva ir a Moscou e manter o diálogo com a Rússia e toda atividade pró-Assad.

O Secretário das Relações Exteriores advertiu que os Estados Unidos poderiam desencadear ataques mais graves na Síria para enfraquecer o regime de Assad, em meio a tensões crescentes sobre a intervenção de Donald Trump. Segundo ele, era hora do presidente russo “enfrentar a verdade sobre o tirano que ele [o presidente da Rússia, Vladimir Putin] ainda está apoiando.”

Putin e o líder iraniano, Hassan Rouhani, disseram que a intervenção militar americana era uma violação do Direito Internacional durante conversas telefônicas em que renovaram o apoio ao regime sírio.

Em meio à discussão, a Síria nega o uso de qualquer agente químico, e a Rússia afirma que os #EUA não provam qualquer uso de armas químicas. Além disso, o governo russo acusa os norte-americanos de "incentivar terroristas" com sua ação unilateral. #Russia