Uma nova polêmica está envolvendo os ensinamentos muçulmanos. Uma mulher, que pertence a um grupo islâmico radical, admitiu que nas escolas ensina que os homens "têm permissão para bater em #mulheres com bastões".

A revelação aconteceu em Sidney, na Austrália. Durante 30 minutos, duas mulheres foram filmadas conversando sobre o tema. Reem Allouche, professora da escola primária, em Sidney, conversou com a colega Atika Latifi e descreveram o ato de um homem bater na mulher como "um ato simbólico".

Estas e mais declarações controversas, que se juntam ao debate já antigo, ganharam maior repercussão por um líder islâmico, Keysar Trad, também defender que um homem pode bater na esposa, o que mais tarde veio lamentar.

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No vídeo do debate, que foi publicado no Facebook, a professora Allouche diz que os homens devem usar o sivaak , que é um pequeno bastão, para punir suas esposas.

Ela, então, exemplificou na colega como se faz, e as duas acabam rindo. De acordo com a professora, o marido deve usar um bastão, um lenço torcido ou qualquer outro pedaço de tecido. Allouche considera a agressão como um "ato simbólico", enquanto que Latifi chama isso de "uma bela bênção".

As mulheres concordam que elas só devem ser espancadas quando merecem. Isso deverá acontecer quando elas "cometem pecados", ou seja, quando faltam em respeito a Deus ou a seus maridos.

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Como exemplos, elas disseram que uma mulher não pode desobedecer ao marido, ou deixar entrar em casa alguém que ele não goste e, nesses casos, o marido deve bater-lhes.

Para as duas mulheres, a agressão deve ser usada para "promover a tranquilidade", sendo que o casamento acaba sendo o momento em que os dois concordam que o marido vai assumir uma posição de liderança dentro da família.

Isso não significa, no entanto, que o homem pode bater por qualquer motivo, ou simplesmente porque sua esposa não cozinhou o jantar. Allouche explicou que as esposas que desobedecem aos ensinamentos #muçulmanos podem enfrentar uma surra de seu marido, mas apenas porque "ele ama sua esposa, teme por sua esposa". A mulher revelou que isso é uma resposta que os homens dão como sinal de "obediência aos mandamentos de Alá"

A outra mulher, que pertence ao mesmo grupo muçulmano, afirmou que a agressão deve ser um "último recurso para os maridos", dizendo que eles devem seguir outros caminhos primeiro. A primeira coisa a fazer é repreendê-las, e depois se isso não funcionar, ele deve "se recusar a compartilhar a cama com ela".

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Se tudo isso não der resultado, ele "está autorizado a bater nela", sem que, porém, isso cause dor na mulher.

O governo australiano considerou a proibição deste grupo islâmico, Hizb ut-Tahrir, em 2007, mas acabou por considerá-lo um grupo político. O líder islâmico Keysar Trad teve que se retratar no final de semana passado.

O líder teria defendido também que o homem pode bater em sua mulher, mas teve que se desculpar, admitindo ao apresentador da Sky News que ele havia cometido "um deslize" quando havia dito que os homens podem bater nas mulheres "em último recurso".

Assista ao vídeo das duas mulheres:

#Violência doméstica