O jornal português “Diário de Notícias” publicou ontem (24) uma reportagem onde informou que nos últimos dois meses duplicou o número de refugiados que decidiram abandonar aquele país europeu. Segundos os dados a que o jornal teve acesso, dos 1255 #Refugiados que #portugal recebeu, 474 decidiram abandonar as instituições que os acolheram. Essa é uma das taxas mais elevadas entre todos os países da União Europeia.

No mês de fevereiro, o Diário de Notícias conseguiu contatar as maiores instituições que receberam refugiados em Portugal e chegou à conclusão de que cerca de 200 pessoas já tinham abandonado o país por opção própria.

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Desses refugiados, a maioria de origem #síria, 147 foram entretanto detectados pela autoridade. Sem surpresa, a maioria deles estão em outros países europeus como a Alemanha, França, Suécia e Holanda. Alguns deles tiveram problemas com as autoridades desses países e foram mesmo detidos estando agora obrigados a regressar a Portugal. De salientar que Portugal, como país de acolhimento, será obrigado a pagar todas as despesas de retorno de cada um dos migrantes.

Governo reconhece que Portugal não é o destino que mais agrada aos refugiados

Entretanto o governo de Portugal, através do ministro adjunto Eduardo Cabrita, já reconheceu que o país não é o mais interessante para os refugiados, no entanto, o órgão máximo do Estado português promete resolver esse problema através de uma intensificação de informação sobre o país, nomeadamente através da entrega de um Kit de Acolhimento a Refugiados.

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Eduardo Cabrita admite que é extremamente importante dar mais informações aos refugiados sobre as regras e os direitos dos migrantes. Regras essas que informam que, cada um deles, perde direitos como a segurança social, ensino ou acesso aos sistemas de saúde caso fujam dos países de acolhimento, ou seja, a partir de momento em que um refugiado foge de Portugal para França, por exemplo, deixa de ter qualquer direito social.

Porque fogem os refugiados de Portugal?

Em dezembro, um dos refugiados que fugiu de Portugal para a Alemanha aceitou contar do Diário de Notícias algumas das razões para ter tomado essa decisão. Rafet Hasseko, um sírio de 27 anos chegou ao país europeu em 2016, mas teve muitos problemas para se integrar. Ele explicou que o maior problema foi o relacionamento com os portugueses. Muitos dos habitantes da vila onde vivia não respeitavam os refugiados e brincavam mesmo com a sua situação. Ele explicou ainda que teve problemas com a Instituição que o acolheu, uma vez que os refugiados eram mantidos isolados da população entre as 7h da manhã até chegar a noite.