Na última semana, Rússia, Irã e Síria demonstraram sua parceria durante uma reunião trilateral de ministros estrangeiros em Moscou, no dia 14 de abril. Essa reunião teve como pauta uma resposta ao ataque dos EUA contra a Base Aérea de Shayrat, na Síria, em 6 de abril. Alguns procedimentos deverão ser tomados contra o ataque. Durante a reunião foi expressada a preocupação em relação ao desdobramento e expansão dos #EUA ao longo da fronteira #síria-Jordana. Enquanto isso, ativistas e funcionários anônimos continuaram relatando consolidação de caças pró-regime em antigos aeródromos civis – incluindo o Aeroporto Internacional Bassel al-Assad, na província Latakia, em antecipação a qualquer futuro ataque feito pelos EUA na Síria.

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O presidente sírio, Bashar al-Assad, continuou sua consolidação sobre o terreno do regime em Damasco e na cidade de Hama. Os ônibus evacuaram mais de dois mil combatentes da oposição e civis das cidades sitiadas Zabadani e Madaya, perto de Damasco, em troca da evacuação de quase oito mil combatentes pró-regime e civis das cidades situadas Fu’ah e Kefraya, na província de Idlib. As forças pró-regime também reverteram todos os ganhos alcançados pelo Irã e Qatar, que incluem transferências da população e libertação de prisioneiros e de um membro da Família Real Catariana, sequestrada no Iraque em 2015.

O presidente turco, Recep Erdogan, conseguiu seu objetivo de solidificar seu domínio político. A Turquia, em 16 de abril, aprova um referendo constitucional para implementar um sistema presidencial executivo, em meio a alegações de fraude generalizada, bem como condenações de observadores internacionais.

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Erdogan tem buscado há tempos pela reforma constitucional, para concentrar o poder executivo em suas mãos.

Esses resultados provavelmente gerarão instabilidade interna e regional, à medida em que o presidente defende suas reivindicações de um mandato nacional e tenta fortalecer sua coalização eleitoral nacionalista, com potenciais operações militares contra os curdos no Iraque e na Síria.

Nas duas últimas semanas, a situação da Síria foi tensa quanto ao recente ataque por parte dos EUA. O presidente dos EUA, Donald Trump, demonstrou vontade de usar força contra o regime de Bashar al-Assad, após este realizar o ataque de mísseis Tomahawk contra de Shayrat. Esses ataques ocorreram em resposta ao uso de gás Sarin pelo regime contra a cidade de Khan Sheikhoun, no norte da Siria, em 4 de abril, marcando um de seus ataques mais mortíferos com armas químicas, desde o ataque de 2013, em Damasco.

Enquanto os EUA tentaram alavancar seus ataques contra o regime, para forçar a Rússia a revelar a extensão de seu poder bélico e seu compromisso do Irã e o presidente Sírio, Bashar al-Assad.

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O Kremlin rejeitou as ordens para se afastar de Assad, depois que o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, se encontrou com o ministro Russo das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, e o presidente russo Vladmir Putin, no dia 13 de abril.

A Rússia também vetou um projeto de resolução do Conselho de Segurança da ONU, que desencadeia uma investigação sobre a culpa do regime de Assad pelos ataques com armas químicas, também expressando continuidade em sua posição militar para a Guerra Civil da Síria. Tillerson observou, em 11 de abril, que a prioridade continua a ser a derrota do ISIS na Síria e adverte contra a mudança de regime violenta semelhante à da Líbia.

O secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, também afirmou que a política militar na Síria não mudou e enfatiza que o restante da campanha será contínua, exatamente como antes dos ataques químicos. #Russia