De acordo com a Associated Press, os Estados Unidos chegaram à conclusão de que a Rússia sabia com antecedência sobre o ataque químico feito à cidade de Khan Sheikhoun, quando na última terça-feira (4) o governo da Síria atacou seus próprios cidadãos usando gás sarin – ato que resultou na morte de 87 civis.

Um alto funcionário do governo americano (que não teve sua identidade revelada pela Associated Press, pois não estava autorizado a falar publicamente e exigiu anonimato) afirmou que forças militares russas estavam operando um drone que sobrevoava um hospital para onde as vítimas do ataque a Khan Sheikhoun estavam sendo levadas, e que horas depois de o artefato ter partido, um avião de combate de fabricação russa bombardeou a instalação de saúde.

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Assim, o oficial anônimo explicou que a presença do drone russo na área onde ocorreu o ataque ao hospital não pode ter sido uma mera coincidência, e que, portanto, a Rússia já deveria estar sabendo previamente da investida.

Acusação dos EUA é grave

O funcionário anônimo disse ainda que o Pentágono acredita que o bombardeio ao hospital foi uma tentativa de encobrimento do uso de armas químicas perpetrado pelo governo de Bashar al-Assad, mas acrescentou que não existem até o momento provas concretas do envolvimento direto da Rússia no ataque, uma vez que pilotos sírios também usam aviões russos em suas missões de combate.

A Associated Press ressaltou que a denúncia feita pelos Estados Unidos de que os russos sabiam antecipadamente do ataque químico à cidade de Khan Sheikhoun é grave, pois, até o momento, a Casa Branca nunca havia acusado diretamente o Kremlin de ter agido em cumplicidade em quaisquer investidas militares por parte da Síria que tenham resultado na morte de civis.

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Reforçando a segurança das tropas americanas

Nesta segunda-feira (10), o coronel John J. Thomas, porta-voz das forças armadas americanas, afirmou que os Estados Unidos estão tomando precauções extras para proteger suas tropas localizadas na Síria contra uma possível retaliação feita por parte do governo local em resposta ao ataque ordenado por Donald Trump, no qual 59 mísseis foram disparados contra a base aérea síria de Shayrat na noite da última quinta-feira (6), de onde se acredita ter partido o ataque químico da semana passada.

Thomas disse a repórteres no Pentágono que as ações militares tomadas visando a segurança dos soldados "levou a um ligeiro e temporário declínio dos ataques aéreos norte-americanos ofensivos contra a Síria" que visam o Estado Islâmico, e assegurou que os Estados Unidos pretendem voltar às operações de combate à organização terrorista o mais rápido possível. #EUA #Conflito na Síria