Duas estudantes, de acordo com o Jornal investigativo Gazeta Novaya, #Yulia Konstantinova e #Veronika Volkova, cometeram um suicídio duplo, saltando de um edifício de 14 andares na cidade de Krasnoyarsk, Sibéria. Dois adolescentes foram detidos na cena do crime e supostamente gravaram tudo. As mortes não foram ocasionais, mas incentivadas pelo jogo "#Baleia Azul", o qual possui 50 tarefas, sendo a última o suicídio, e tem repercutido grandemente nas últimas semanas.

Yulia Konstantinova, antes do ato, postou uma foto com a legenda "end". A jovem, que tinha apenas 15 anos, e Veronika Volkova de 16 anos, são mais duas das vítimas do horripilante jogo que tem ceifado vidas pelo mundo, a começar pela Rússia.

Publicidade
Publicidade

O jornal também afirmou que na Rússia já foram 130 mortes confirmadas pelo macabro jogo, não contabilizando as tentativas, como a de Ekaterina, 15, que, após jogar-se do quinto andar, caiu sobre a neve, ferindo-se gravemente.

De acordo com o Comitê de investigação Russo, os perpretatores administravam oito páginas do mesmo tipo na rede social russa, Vkontakte. Essa rede também tem sido invadida por brasileiros que possuem a intenção de participar do jogo. Um rápida pesquisa pelo termo em português "Baleia Azul" revelou alguns grupos, sendo que três deles já foram excluídos. Os dirigentes da rede social, no entanto, estão se esforçando para combater e previnir grupos e postagens dessa natureza com psicólogos da ONG "Your Territory".

Um suposto "curador" (termo pelo qual são chamados os que passam as tarefas para as vítimas) foi preso no ano passado, Philipp Budeikin, de 21 anos.

Publicidade

Acredita-se que através dele 15 adolescentes cometeram suicídio. Em uma sinistra entrevista para o saint-petersburg.ru, afirmou:

“Morreram felizes… dei-lhes o que elas não tinham na sua vida real… calor, compreensão, conexão”.

Infelizmente, o jogo pôde ter sido a casua de mortes no Brasil, como é o caso de Maria de Fátima, que foi encontrada morta em uma lagoa em Vila Rica no dia 11 de abril. Segundo os pais, a menina havia desaparecido durante a madrugada e teria apresentado cortes no braço há cerca de dois meses.

A polícia do Mato Grosso está realizando palestras preventivas e já impediu alguns casos. Chegaram, através dos celulares de duas meninas, a um contato de Minas Gerais, uma possível "curadora" que se identificava pelo nome de Alice.

É certamente vital que os pais tomem as devidas precauções, desde restrição da internet até monitoramento das mensagens.